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Economia Dólar fecha a R$ 5,35 e Bolsa cai 2,68% em meio a incertezas políticas

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As discussões sobre a política fiscal, a tributação de investimentos e o equilíbrio das contas públicas permanecem no radar dos agentes financeiros.

Foto: Terdag Media/IA
As discussões sobre a política fiscal, a tributação de investimentos e o equilíbrio das contas públicas permanecem no radar dos agentes financeiros. (Foto: Terdag Media/IA)

O dólar comercial fechou praticamente estável nesta quarta-feira (28), cotado a R$ 5,346, com leve queda de 0,04%. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 2,68%, aos 171.006 pontos, em mais um pregão marcado pela cautela dos investidores diante das incertezas políticas e econômicas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A sessão também foi influenciada pela decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa básica de juros norte-americana no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. A manutenção era esperada pelo mercado, mas os investidores acompanharam o comunicado da autoridade monetária em busca de indicações sobre os próximos passos da política de juros.

No mercado brasileiro, a Bolsa voltou a registrar perdas expressivas, enquanto o dólar interrompeu parte do movimento de recuperação da moeda norte-americana observado após a forte turbulência do início da semana. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a eleição presidencial, o Ibovespa havia despencado 13,88%, enquanto o dólar disparou 8,21%. Na terça-feira (27), a moeda norte-americana caiu 0,97%, para R$ 5,350, e a Bolsa recuou 0,51%, aos 175.710 pontos.

A reação dos investidores continua relacionada à avaliação das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial. As discussões sobre a política fiscal, a tributação de investimentos e o equilíbrio das contas públicas permanecem no radar dos agentes financeiros, que buscam sinais sobre as medidas que poderão ser adotadas pelo governo.

Entre os assuntos acompanhados pelo mercado está a possibilidade de mudanças na tributação de aplicações financeiras atualmente isentas, como letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), além de certificados de recebíveis e debêntures incentivadas. A discussão ainda não tinha uma definição de alíquotas ou regras de cobrança.

Outro tema relevante foi a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo previsto na reforma tributária. O percentual de 11,35% para 2027 ficou acima da estimativa anterior de 9,21% e será encaminhado ao Senado, responsável por fixar a alíquota.

No exterior, a manutenção dos juros pelo Fed contribuiu para orientar as negociações. Taxas norte-americanas elevadas tendem a sustentar a atratividade dos investimentos em títulos dos Estados Unidos, enquanto mudanças nas expectativas sobre a política monetária podem afetar o fluxo internacional de recursos.

No Brasil, a combinação de incerteza política, preocupação fiscal e ajuste dos preços dos ativos manteve a pressão sobre as ações. A queda do Ibovespa ampliou as perdas acumuladas desde o início da semana, enquanto o dólar encerrou o dia com pequena variação negativa.

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2 Comentários
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vanderlei stefani
28 de outubro de 2026 19:06

A direita séria brasileira começa a compreender que, para voltar a se organizar de forma digna e decente, terá de varrer o extremismo do próprio campo político.

O que antes podia render votos agora cobra um preço:

A extrema direita está se tornando um ativo tóxico para quem deseja preservar a própria credibilidade.

Adalberto Meneguzzi
28 de outubro de 2026 20:03
Responder para  vanderlei stefani

Quanta merda escrita em tão poucas linhas… credo!!

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