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Economia Dólar fecha em queda de 1% e tem segundo menor valor em dois anos

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Nesta quarta-feira (20), a moeda norte-americana recuou 1,03%, cotada a R$ 4,6194.

Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (20), a moeda norte-americana recuou 1,03%, cotada a R$ 4,6194. (Foto: Reprodução)

O dólar fechou em queda de 1,03%, cotado a R$ 4,6194, nesta quarta-feira (20), véspera de feriado. Esse foi o segundo menor valor da moeda em dois anos.

A queda percentual também foi a mais intensa desde 4 de abril, quando a cotação recuou 1,27%.

O dólar liderou os ganhos entre as principais divisas emergentes, beneficiada por fluxos em busca de retorno mais alto e com risco controlado.

Com o resultado, a moeda passou a acumular baixa de 2,94% na parcial do mês. No ano, tem queda de 17,14% frente ao real.

Já o Ibovespa fechou em queda de 0,55%, a 115.057 pontos.

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, os mercados seguem pautados pelas renovadas apostas de juros mais altos nos Estados Unidos, em meio à inflação em disparada e de um menor crescimento da economia global.

“O conflito russo-ucraniano continua a se arrastar, dificultando uma descompressão mais consistente dos preços do petróleo e de diversas outras commodities industriais e agrícolas”, destacou a LCA Consultores, avaliando como significativa a probabilidade de um aperto monetário maior e mais rápido nas principais economias.

No campo doméstico, o cenário fiscal voltou para os holofotes, com as discussões sobre o modelo de reajuste para o funcionalismo afetando os negócios. Diante da pressão de algumas carreiras após insatisfação com o reajuste proposto de 5%, o Executivo sinalizou a possibilidade de novas mudanças em sua proposta.

Os investidores seguem de olho também nos próximos passos do Banco Central, depois que o resultado de março do IPCA veio acima do esperado e colocou em xeque a perspectiva de encerramento do ciclo de aperto monetário em maio, aumentando as apostas de que a taxa básica de juros (Selic) poderá ser elevada em 2022 para além de 13% ao ano.

Juros mais altos no Brasil e o diferencial e relação aos juros de outros países tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.

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