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Economia Dólar opera em alta, após divulgação do IPCA de novembro

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Só no ano passado, o comércio entre os dois países somou US$ 150,4 bilhões. (Foto: Divulgação)

O dólar terminou a sessão e a semana em saldo positivo ante o real. Nesta sexta-feira, o foco do investidor foram os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos (IPCA e PPI, na sigla em inglês). A escolha de Fernando Haddad como ministro da Fazenda do governo eleito também foi destaque na sessão, ainda que o nome não tenha sido uma surpresa para os integrantes do mercado. Na semana, a tramitação do texto da PEC da Transição deu algum alívio ao investidor, com o valor e o prazo propostos no projeto original sendo reduzidos no Senado e parlamentares indicando que o debate deve continuar na Câmara.

No fim da sessão, o dólar comercial terminou cotado a R$ 5,2450, em alta de 0,56%, enquanto na semana o ganho acumulado da moeda americana foi de 0,57%. Perto das 17h35, o contrato futuro para janeiro do dólar operava em alta de 0,27%, a R$ 5,2695.

A manhã de sexta-feira (9) foi marcada pela divulgação de dados de inflação. No Brasil, o IPCA de novembro se apresentou mais fraco do que o estimado, avançando 0,41% ante outubro. Nos Estados Unidos, por outro lado, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em novembro ante outubro, em ritmo acima da projeção.

Enquanto o IPCA teve pouco efeito no mercado de câmbio local, o PPI alterou a rota do dólar no exterior, e o índice DXY reverteu perdas e passou a subir logo após a publicação dos números do índice. Ao longo da sessão, porém, os ganhos foram se moderando, e às 17h35, a referência que mede o peso do dólar ante seis moedas de mercados desenvolvidos operava em alta de 0,10%, a 104,879 pontos.

Em uma sessão de menor liquidez devido ao jogo do Brasil contra a Croácia, o destaque ficou com o anúncio dos ministros do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme esperado pelos participantes do mercado, o nome de Fernando Haddad foi confirmado à frente da pasta da Fazenda.

“Desde a semana passada, já havia uma expectativa de que fosse o Haddad, e isso se reforçou ontem com ele tendo uma reunião com [o atual ministro da Economia, Paulo] Guedes. Então já estava no preço”, disse Andrea Damico, sócia e economista-chefe da Armor Capital. Na avaliação da economista, o que pode mudar daqui para frente é como Haddad vai se posicionar e falar com o mercado. “A primeira coisa é que ele precisa se pronunciar em relação ao MMT (Teoria Monetária Moderna, na sigla em inglês)”, afirmou, referindo-se à teoria citada no texto da PEC, recomendando a expansão de gastos públicos sem necessariamente ter uma compensação em tributos.

Para Damico, esse primeiro período deve ser de aprendizado, de calibragem do discurso, “porque o Haddad não é uma pessoa com uma visão mais liberal, que normalmente o mercado gosta mais”, afirmou, acrescentando que “esse momento de aprendizado, de tentativa e erro, deve ser marcado por bastante volatilidade”.

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