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Brasil Dos mais de 3 milhões e meio de estudantes sem acesso à internet em 2021, quase 95% eram de escolas públicas

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O Brasil tinha 15,3% da população que não utilizavam a internet. (Foto: Reprodução)

O Brasil tinha, no ano passado, 28,2 milhões de pessoas de 10 anos ou mais, o equivalente a 15,3% da população, que não utilizavam a internet. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) 2021 (Pnad TIC), mostra que mais brasileiros se conectaram em relação a 2019, quando 37 milhões de pessoas não utilizavam a internet.

O percentual de brasileiros que usam a internet cresce desde 2016, quando 66,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinha utilizado a Internet no período de referência, passando para 79,5%, em 2019, e 84,7%, em 2021.

Em 2021, os resultados desse percentual de pessoas que acessaram a Internet das Regiões Norte (76,3%) e Nordeste (78,1%) permaneceram inferiores aos alcançados nas demais, apesar de o aumento, entre 2019 e 2021, ter sido maior nessas regiões, com 6,3 ponto percentual e 8,1 ponto percentual, respectivamente. Em relação ao sexo, 85,6% das mulheres utilizaram a internet em 2021, um pouco acima do percentual apresentado pelos homens, de 83,7%.

Do total de pessoas que não acessaram a internet no país em 2021, 24,5 milhões, ou 87,1% do total, eram não-estudantes e 3,6 milhões, ou 12,9%, eram estudantes. Quando se considera a rede de ensino, observa-se que 98,2% dos estudantes da rede privada utilizaram a internet em 2021, enquanto na rede pública de ensino, esse percentual foi de 87,0%.

Já do total de 3,6 milhões de estudantes que não acessaram a internet no ano passado, 3,4 milhões, ou 94,7%, estudavam na rede pública de ensino. E 193 mil alunos sem acesso à internet em 2021 – ou 5,3% dos estudantes sem internet – eram de escolas privadas.

Entre os motivos elencados pelos estudantes para não utilizarem a internet, 25% dos alunos disseram que o serviço era caro, enquanto entre os não-estudantes esse percentual era de 12,3%. Não saber utilizar a internet foi apontado como o motivo para não usar a rede por 46,2% dos não-estudantes, percentual que foi de 15,9% entre os estudantes.

O custo do equipamento eletrônico necessário foi apontado por 4,4% entre os não-estudantes que não usaram a internet em 2021 e elencado como razão para não navegar na rede por 18,3% dos estudantes.

Adolescentes com celulares

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que mais da metade das crianças e dos adolescentes com idade entre 10 e 13 anos possuem um celular para uso pessoal no Brasil.

Pela primeira vez na história, o indicador alcançou mais da metade. De 2019 para 2021, o percentual nessa faixa etária que tinha um aparelho passou de 46,7% para 51,4%. O maior índice de crianças e jovens com celular foi verificado no Sul (59,4%).

Já a região Norte do País teve o menor percentual (32,9%). O resultado integra um módulo da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) sobre tecnologia da informação e comunicação.

Cabe destacar que a série histórica teve início em 2016, mas sofreu interrupção em 2020 por causa da pandemia de covid-19. Por isso, a pesquisa faz a comparação de 2021 com 2019 e constatou que o uso de celular aumentou nesse período.

A proporção de pessoas com dez anos ou mais que tinha o aparelho subiu de 81,4% para 84,4%. No começo da série, em 2016, o índice estava em 77,4%. Em 2021, o maior percentual foi registrado na faixa de 30 a 34 anos: 93,4%.

Mesmo com o aumento, a menor taxa de uso de celular é relativa aos brasileiros de 10 a 13 anos (51,4%). Na outra ponta da tabela, que compreende a população com 60 anos ou mais, a proporção com celular subiu de 66,6% em 2019 para 71,2% em 2021.

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