Sábado, 22 de janeiro de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
26°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia E-commerce volta a crescer na Black Friday, mas entrega ainda é “gargalo”

Compartilhe esta notícia:

Faturamento subiu 19% em 2021, mesmo com o cenário de inflação em alta

Foto: Divulgação
Faturamento subiu 19% em 2021, mesmo com o cenário de inflação em alta. (Foto: Divulgação)

A arrancada da inflação em 2021 colocou em xeque o desempenho do comércio durante as datas de fim de ano. Primeiro teste do período, a Black Friday afastou esse fantasma e registrou um bom desempenho — ao menos nas vendas online.

Segundo um levantamento da NielsenIQ|Ebit cedido com exclusividade ao site G1, o mês de novembro teve uma alta de 19% em faturamento do e-commerce em relação ao mesmo período do ano passado. O recorte do mês inteiro engloba a estratégia do varejo de espalhar as promoções de Black Friday ao longo dos 30 dias.

Em 2021, o e-commerce teve R$ 15,2 bilhões de faturamento, contra R$ 12,8 bilhões de 2020. O número de pedidos subiu 13%, de 22,8 milhões para 25,8 milhões no mês. O ticket médio (valor médio das compras) foi maior, com alta de 3%. Considerando apenas a data em si, foram R$ 4,2 bilhões, um crescimento nominal de 5%. O número de pedidos caiu 9%, para 5,6 milhões, e o ticket médio subiu 16%.

Mas o levantamento mostra também uma redução da “dependência” da Black Friday para novembro, o que comprova o espalhamento das vendas ao longo do mês. Em 2019, a data representava 36% das vendas do mês. Em 2020, 31%. Neste ano, a fatia foi de 28%.

A Black Friday de 2020 havia sido destaque de vendas digitais, impulsionada pela pandemia do coronavírus. Naquele momento, o País passava por uma migração em massa da população para as compras online com a menor circulação nas ruas.

Houve também uma redução do consumo de serviços — bares, restaurantes e turismo, por exemplo — que ajudou a população mais rica a ter mais dinheiro em mãos. Por fim, os mais pobres contavam com um reforço de renda com o Auxílio Emergencial.

“A limitação do comércio físico no ano passado criou uma base de comparação alta e que foi superada neste ano. O resultado foi bem positivo”, diz Marcelo Osanai, chefe de e-commerce da NielsenIQ|Ebit.

No varejo físico, os números ainda serão apurados. Para uma estimativa inicial, a Confederação Nacional do CNC (Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mede o fluxo de consumidores nas lojas nos dias de Black Friday.

A entidade diz que o aumento foi pequeno: alta de 5% em relação a uma semana normal. Ano passado, com as limitações impostas pelo coronavírus, o aumento foi de 8% em relação às semanas anteriores.

“O faturamento do varejo com a Black Friday certamente cresceu em relação ao ano passado, mas o volume de vendas caiu. Nossa projeção é de queda de 6,5%”, diz Fabio Bentes, economista da CNC.

A corrida das entregas

Há anos as principais varejistas direcionam investimentos pesados aos seus setores de tecnologia em tempos de Black Friday. O resultado foi evidente: tornaram-se exceções as ocorrências de queda do site ou problemas para finalizar compras.

O monitoramento especial do Reclame Aqui mostra que as falhas para conclusão de compra representam hoje apenas 6,5% das reclamações de clientes na Black Friday. No passado, a categoria já liderou o ranking.

O novo desafio das varejistas é aprimorar as entregas. Na sondagem do Reclame Aqui, o atraso é apontado como motivo de desagrado de 19,9% dos reclamantes entre 24 e 26 de novembro.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Comitê de Política Monetária inicia reunião para definir taxa básica de juros
Contra variantes, Oxford deve atualizar vacina em dias, diz chefe de pesquisas
Deixe seu comentário
Pode te interessar