Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2016
A sexta-feira, 4 de março de 2016, é um dia histórico e divide apaixonadamente a opinião pública do Brasil, onde Luiz Inácio Lula da Silva nasceu nos rincões áridos do Nordeste, cruzou o País continental em um pau-de-arara, comeu o pão que o Diabo amassou, foi o maior líder sindicalista e virou o presidente da República mais popular em décadas. É um dia profundamente triste, mas é também um marco: ninguém, nem mesmo Lula, está acima da lei.
A condução coercitiva de Lula e de seu primogênito, Fábio Luiz, não foi nenhuma surpresa no mundo político, mas é daqueles fatos que todo mundo espera, mas, quando acontecem, são como uma explosão atômica. Com Lula depondo na PF (Polícia Federal) e acossado, junto com a presidenta Dilma, pela delação premiada do ex-líder do governo Delcídio do Amaral, não há outra conclusão possível senão a óbvia: é o fim do projeto do PT, o fim de uma era.
Por isso, a Justiça, o MP (Ministério Público), a PF e a Receita Federal cercaram-se de todos os cuidados. Há meses vinham dando indícios de que Lula seria preso, mas isso só ocorreria quando as provas fossem inquestionáveis. “Não podemos morder o Lula. Quando chegarmos nele, é para engolir”, diziam os investigadores, ilustrando a consciência de que, deixar brechas de contestação seria não apenas implodir a Lava-Jato, mas também desmoralizar as instituições responsáveis. A Lava-Jato engoliu Lula e, com ele, o projeto de eternização do PT no poder. (Eliane Cantanhêde/AE)
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