Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2020
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer seu discurso contra a China na quinta-feira (30), dizendo que era possível que o gigante asiático não tenha conseguido conter a propagação do novo coronavírus ou que tenha deixado o vírus se espalhar.
Na entrevista coletiva de imprensa sobre a pandemia na Casa Branca, Trump disse que teve acesso a evidências de que o novo coronavírus teria se originado no Instituto de Virologia em Wuhan, cidade na China onde começou a pandemia. Contudo, ele disse que não podia dizer porque tem um “alto grau de confiança” de que o vírus se originou nesse laboratório.
No entanto, mais cedo, inteligência dos Estados Unidos confirmou que estava investigando a origem do vírus, mas não acreditava se tratar de um resultado de laboratório e sim de contato com animal infectado.
Trump também não quis responder a pergunta sobre se considerava o presidente chinês, Xi Jinping, responsável pela divulgação de informações erradas da epidemia na China.
Acordo comercial
Donald Trump afirmou que seu árduo acordo comercial com a China agora é de importância secundária diante da pandemia de coronavírus e ameaçou novas tarifas sobre Pequim, enquanto seu governo elaborava medidas de retaliação sobre o surto.
A retórica aguçada de Trump contra a China refletiu sua crescente frustração com Pequim sobre a pandemia, que custou dezenas de milhares de vidas nos Estados Unidos, provocou uma contração econômica e ameaçou suas chances de reeleição em novembro.
Duas autoridades americanas, falando sob condição de anonimato, disseram que uma série de opções contra a China estavam em discussão, mas alertaram que os esforços estão nos estágios iniciais. As recomendações ainda não atingiram o nível da principal equipe de segurança nacional de Trump ou do presidente, disse uma autoridade à Reuters.
“Há uma discussão sobre o quão difícil atingir a China e como calibrá-la adequadamente”, disse uma das fontes, com Washington caminhando na corda bamba em seus laços com Pequim, enquanto importa produtos de proteção individual (EPI) de lá e tem receio de prejudicar um acordo comercial sensível.
Trump deixou claro, no entanto, que suas preocupações com o papel da China na origem e disseminação do coronavírus estavam ganhando prioridade em relação a seus esforços para construir um acordo comercial inicial com Pequim.
“Assinamos um acordo comercial onde eles deveriam comprar, e eles estão comprando muito, na verdade. Mas isso agora se torna secundário ao que ocorreu com o vírus”, disse Trump a repórteres. “A situação do vírus simplesmente não é aceitável.” As informações são do jornal Valor Econômico e da agência de notícias Reuters.
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