Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2016
O premiê da China, Li Keqiang, afirmou que a economia do país cresceu quase 7% no ano passado, com o emprego e a renda das famílias se mantendo, apesar da demanda doméstica e global mais fraca. O anúncio sugere que a economia chinesa está se desacelerando, mas permite ao governo dizer que atingiu sua meta de crescimento de cerca de 7% para 2015.
Um ritmo nesse percentual seria o mais fraco crescimento anual para a China em um quarto de século. Para o premiê, dada a sua grande dimensão, em termos absolutos, a economia chinesa cresceu mais em 2015 do que no ano anterior – 7,3% –, e ainda é uma das que tem crescimento maior entre as principais economias do mundo. A economia chinesa representa em torno de 10 trilhões de dólares. Li disse que a nação ultrapassou a meta de criar 10 milhões de empregos urbanos.
Entretanto, para muitos economistas e analistas, a economia chinesa parece estar se desacelerando mais rapidamente do que o governo admite, sob o peso de endividamento, excesso de capacidade industrial e um mercado imobiliário saturado. Como as estatísticas oficiais têm flutuado, dúvidas foram levantadas sobre a sua confiabilidade. Quedas recorrentes nos mercados de ações da China e as tentativas fracassadas de impulsioná-los têm despertado mais questionamentos sobre a capacidade do governo de administrar a economia do país. (AE)
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