Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de dezembro de 2015
Com a possibilidade de ser afastado do cargo em fevereiro pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), trabalha com a tese de que não será necessário convocar imediatamente uma nova eleição para definir seu sucessor no posto.
Em interpretação amparada pelo corpo técnico da Mesa Diretora da Casa, o peemedebista avalia que, na hipótese de o plenário do STF decidir pela sua saída, não haveria vacância no cargo, já que ele se tornaria presidente afastado e poderia ainda recorrer da decisão.
Nesse caso, assumiria o posto até o final de 2016, caso o parlamentar não consiga reverter a decisão, o vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA). Aliado de Cunha, ele também é alvo da Operação Lava-Jato. Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef o citou como um dos deputados do PP beneficiados por propinas de contratos da Petrobras.
A intenção é a de que, mesmo afastado do cargo, o presidente da Casa tenha uma espécie de preposto à frente da Câmara e, assim, continue com influência sobre o processo legislativo.
A tese da não necessidade de convocação de uma eleição é também compartilhada pelos partidos de oposição ao governo Dilma. Na avaliação deles, um novo pleito teria de ser convocado apenas se Cunha renunciasse ou tivesse o mandato cassado.
Em conversas reservadas, o peemedebista tem repetido que não pretende renunciar à presidência e tem evitado abordar a possibilidade de ser afastado. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.