Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de dezembro de 2015
A PF (Polícia Federal) ampliou as investigações sobre o papel de Valter Cardeal, diretor licenciado da Eletrobras, no suposto esquema de pagamento de propina a partir dos contratos da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). Considerado um dos homens fortes da presidenta Dilma Rousseff no setor elétrico, Cardeal está licenciado do cargo de diretor de Geração desde julho deste ano, por conta da revelação dos primeiros trechos da delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa.
A partir dos depoimentos de Pessoa sobre Angra 3, a PF faz uma série de diligências para tentar comprovar as acusações, dentro de inquérito oculto que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).
Entre essas diligências está um pedido à Eletrobras Eletronuclear, responsável por Angra 3, dos dados funcionais de Cardeal e dos registros de todas as visitas feitas a ele entre 2011 e 2015. A mesma solicitação foi feita em relação a Othon Pinheiro, almirante que presidiu a Eletronuclear e que virou réu na Justiça Federal em Curitiba (PR) por conta das suspeitas de recebimento de propina no esquema de desvios dos contratos de Angra 3.
A PF levanta ainda “registros pessoais, societários ou criminais” do diretor licenciado da Eletrobras, além de eventuais trocas de e-mail ou anotações que relacionem Cardeal e as empreiteiras UTC, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. (AG)
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