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Mundo Eleitores já podem ir às urnas em quatro Estados dos Estados Unidos, um mês e meio antes das eleições

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Dakota do Sul, Minnesota, Virgínia e Wyoming abriram as urnas nesta sexta-feira em meio ao temor da votação pelo correio. (Foto: Reprodução)

Quatro Estados iniciaram na sexta-feira (18) a votação antecipada das eleições presidenciais americanas. Os eleitores foram às urnas em Dakota do Sul, Minnesota, Virgínia e Wyoming para escolher entre o atual presidente, o republicano Donald Trump, e o candidato da oposição, o democrata Joe Biden.

Segundo a agência France Presse, eleitores no Estado da Virgínia esperaram até quatro horas para começarem a votar. Pessoas que foram votar nesta sexta relataram à AFP preocupação com a possibilidade de caos na votação por correio — cuja lisura vem gerando embates entre Trump e Biden.

“Tem havido tanta preocupação com as tentativas de atacar os correios e a votação remota e os esforços para interferir na votação, que queríamos registrar nosso voto o mais rápido possível”, disse Nell Minow, moradora da cidade de Mclean.

Estado chave

Tanto Trump quanto Biden tiveram compromissos de campanha no Estado de Minnesota, considerado essencial na disputa pelos votos no Colégio Eleitoral. Embora historicamente eleja candidatos democratas, os republicanos tiveram resultados expressivos nos últimos anos.

Ambos os candidatos centraram a campanha em estratégias bem definidas: Trump foca nos eleitores rurais de Minnesota, enquanto Biden quer resgatar o eleitorado das periferias industriais, que penderam para o lado republicano em 2016.

O Estado também se tornou central nas eleições deste ano após a morte do ex-segurança negro George Floyd em Minneapolis: tanto a cidade quando o estado são governados por democratas. Enquanto Biden abordará a violência policial, Trump foca seu discurso no mote “lei e ordem”, defendendo a valorização dos agentes de segurança.

Como se chega à presidência

Candidatos à Presidência americana precisam ter, no mínimo, 35 anos de idade, serem cidadãos nativos dos EUA e moradores do país por ao menos 14 anos, segundo a Constituição.

Historicamente, a maioria dos candidatos tem uma trajetória já consolidada na política e algum cargo eletivo prévio, como senador, governador, vice-presidente ou membro do Congresso.

A maioria dos candidatos mais recentes tem diploma universitário, e mais da metade dos presidentes americanos da história é formada em Direito.

Os EUA nunca elegeram um não cristão ao cargo, nem uma mulher. E apenas um presidente, Barack Obama, não era branco.

Donald Trump é considerado o 45º presidente, embora 44 homens tenham ocupado o posto (Grover Cleveland cumpriu dois mandatos não consecutivos).

Os candidatos democrata e republicano vão disputar a eleição em 3 de novembro, quando o voto popular — ou seja, o número de votos recebido por cada candidato — não bastará para determinar o vencedor.

A vitória, na eleição americana, depende do colégio eleitoral. Nesse voto, uma maioria simples de 270 dos 538 votos disponíveis leva à Casa Branca.

É possível ganhar o voto popular mas perder a eleição no colégio eleitoral, como aconteceu com os democratas Al Gore, em 2000, e Hillary Clinton, em 2016.

Funciona assim: cada Estado vale uma determinada quantidade de “eleitores” para o colégio eleitoral — com base no tamanho de sua representatividade no Congresso. Com isso, alguns Estados se tornam especialmente importantes para os candidatos, por terem mais peso.

Os seis maiores do país são Califórnia (55), Texas (38), Nova York (29), Flórida (29), Illinois (20) e Pensilvânia (20).

Sendo Califórnia, Nova York e Illinois de tendência democrata, e o Texas tradicionalmente republicano, a briga pela Presidência costuma ocorrer de fato nos chamados “Estados-pêndulo”, como Ohio e Flórida — que podem “mudar de lado” a depender do candidato.

Em geral, organizadores de campanha preferem nem mandar candidatos ou investir recursos em Estados que consideram perdidos para os opositores.

Bastiões republicanos como Idaho, Alasca e muitos Estados do sul são considerados “vermelhos” (republicanos), enquanto redutos democratas como o nordeste americano e a região da Nova Inglaterra, na costa leste, são chamados de “azuis” (de maioria democrata).

Cada Estado faz sua contagem de votos, e o vencedor costuma ser declarado algumas horas depois das eleições.

Depois de um período de transição, o novo presidente assume em janeiro, em uma grande cerimônia de posse.

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