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Política Em discurso, Bolsonaro diz que não teme pressões: “meu couro é grosso”

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A declaração ocorre em meio à polêmica sobre irregularidades no contrato de importação da Covaxin. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (9), durante discurso na 1ª Feira de Grafeno Brasileira, no Rio Grande do Sul, que tem o “couro grosso”. A declaração ocorre em meio à polêmica sobre irregularidades no contrato de importação da vacina indiana Covaxin, envolvendo membros do governo.

“Quanto às pressões que eu enfrento, fiquem tranquilos, meu couro é grosso”, declarou Bolsonaro. O mandatário ainda voltou a criticar o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab ressaltando que ele não sabia a diferença entre “gravidade e gravidez”.

“Há pouco tempo, esse ministério que ocupa o Marcos Pontes era rifado diante de partidos políticos. O último ministro que ocupava essa pasta não sabia a diferença de gravidade para gravidez, e estava lá. É cômico se não fosse trágico”, concluiu, em meio a soluços. A condição clínica, segundo o mandatário o afeta já por uma semana. Ele alega que os mesmos são uma reação a um tratamento dentário.

Sem máscara, o presidente ainda tirou selfies com apoiadores em meio à aglomeração.

Mais cedo, o mandatário voltou a tecer ataques ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O mandatário chamou Barroso de “idiota” e “imbecil” ao falar sobre os argumentos contrários do magistrado contra a aprovação do voto impresso.

Pesquisa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022 contra 25% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta.

O petista aparece à frente do mandatário tanto na pesquisa estimulada, quando são ditos os nomes dos candidatos aos entrevistados, quanto na espontânea.

Neste último caso, Lula tem 26% dos votos, enquanto Bolsonaro, 19%. Em um cenário em que os dois se enfrentam no segundo turno, o petista aparece com 58% dos votos, contra 31% do presidente.

O levantamento sugere que, pelo menos por enquanto, os candidatos que se apresentam como centristas não conquistaram o apoio dos eleitores. Na pesquisa espontânea, apenas o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi mencionado pelos entrevistados, com 2% das intenções de voto. A porcentagem de pessoas que afirmaram que votariam em outro nome é de 2%.

Já na pesquisa em que os nomes dos candidatos são expostos aos entrevistados, Ciro cresce nas intenções de voto, mas a corrida pela chamada terceira via continua embolada.

Nesse cenário, o pedetista fica em terceiro lugar, com 8%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 5%, e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), 4%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, Doria e Mandetta estão empatados tecnicamente.

Além disso, 10% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos apresentados no questionário do Datafolha, e 2% afirmaram não saber em que vão votar. O Datafolha ouviu 2.074 eleitores, de forma presencial, entre o dia 7 e 8 deste mês.

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