Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2016
A jovem Marita Lorenz suava frio quando o avião em que viajava finalmente aterrissou em Havana, em 1960. Com medo de ser revistada, tirou do bolso da calça jeans as duas pílulas que lhe haviam sido entregues antes de embarcar. Eram nada menos do que cápsulas com veneno. O objetivo: fazer com que Fidel Castro as engolisse. “Eles haviam sido amantes, Marita era muito bonita, nós acreditávamos que ela poderia seduzi-lo e fazer com que ele tomasse a droga”, disse, em uma entrevista tempos depois, Walter Elder, um dos então comandantes da CIA (agência de inteligência dos EUA).
Nervosa, a moça enfiou as cápsulas num pote de creme facial que levava na bagagem de mão. “Ao remover a tampa, vi que as pílulas estavam quase desintegradas, tinham virado uma espécie de massa pastosa”, conta Marita no livro “Eu Fui a Espiã que Amou o Comandante”, recém-lançado no Brasil e no qual Marita conta sua relação com o líder cubano.
“Depois disso, (…) senti um enorme alívio, pois sabia que não teria coragem de matá-lo. Estava muito apaixonada. Por mais que tivesse sido doutrinada (…) nos EUA, sabia que isso eu não conseguiria fazer”, diz a ex-espiã americana-alemã, hoje com 76 anos. Quando se viu diante de Fidel, contou o plano, e ele riu. “Ninguém pode me matar”, teria dito ele.
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