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Geral Em um jet ski, chinês foge de seu país pelo mar, em busca de asilo na Coreia do Sul

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Foto disponibilizada pela Guarda Costeira da Coreia mostra o jet ski que o homem usou para ir da China até a Coreia do Sul. (Foto: Divulgação)

Um homem da China apareceu na costa oeste da Coreia do Sul há duas semanas, depois de atravessar o Mar Amarelo em um jet ski. Kwon Pyong, de 35 anos, é considerado um dissidente político e já foi preso uma vez em território chinês, como explicou o ativista sul-coreano Lee Daeseon.

Lee disse que Kwon viajou mais de 300 quilômetros, em seu jet ski particular, da Província de Shandong, na China, até a cidade portuária de Incheon, a uma hora de carro de Seul. Kwon tem alguns parentes que vivem na Coreia do Sul. Lee, que conhece Kwon desde 2019, afirmou que ele confirmou sua identidade depois de ser autorizado a visitar, no dia 22, uma instalação da guarda costeira onde o chinês estava detido. Agora, Kwon busca asilo político, preferencialmente nos EUA, no Reino Unido ou no Canadá. “Ele está em bom estado de saúde e de bom humor”, disse Lee.

A Guarda Costeira da Coreia do Sul afirmou que um indivíduo em um jet ski vermelho, carregando mais de 200 litros de combustível em galões, encalhou nas zonas úmidas de Incheon e foi detido por cruzar a fronteira ilegalmente. Autoridades disseram que a pessoa já havia visitado o país anteriormente, mas não revelaram seu nome e se recusaram a dar detalhes, citando questões de privacidade.

As informações fornecidas pela Guarda Costeira sobre como o homem foi encontrado sugeriram que ele havia se preparado cuidadosamente para a viagem: ele usava um colete salva-vidas e um capacete, além de binóculos e uma bússola. Ele jogou galões de combustível vazios no mar, depois de reabastecer no caminho.

Em 2017, Kwon foi preso e passou 18 meses detido na China por “incitar a subversão do poder estatal” depois de publicar discursos, imagens e vídeos nas redes sociais criticando o governo chinês. Em uma foto, Kwon usava uma camiseta branca que comparava o principal líder da China, Xi Jinping, a Hitler.

Um tribunal chinês disse que Kwon insultou “a autoridade estatal e o sistema socialista”, de acordo com o Front Line Defenders, um grupo que acompanhou o caso.

Desde que foi libertado, ele foi submetido a uma proibição de saída que o impediu de deixar legalmente a China. Kwon tentou entrar na Coreia do Sul apresentando um pedido de asilo político, em 2019, mas o processo foi cancelado em razão d proibição de viajar.

Controle

Sob a liderança de Xi, a China utiliza cada vez mais proibições de saída para manter os críticos do regime – cidadãos e estrangeiros – no país, onde podem ser vigiados e silenciados. A Embaixada da China em Seul não comentou o caso. Em plataformas de mídia social, agora proibidas na China, Kwon postou críticas à censura e aos controles políticos do governo. Todas as suas postagens foram apagadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e The Washington Post.

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