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Brasil Na China, Temer minimiza e classifica como “pequeno embaraço” a decisão do Senado de manter os direitos políticos de Dilma

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Temer e sua comitiva durante chegada à China (Foto: Beto Barata/PR)

O presidente Michel Temer afirmou, em seu primeiro compromisso em Xangai (China), que a opção por manter a ex-presidenta Dilma Rousseff habilitada para ocupar cargos públicos não foi uma manobra, mas “uma decisão que se tomou”, um “pequeno embaraço”.

“Não se tratou de uma manobra, tratou-se de uma decisão que se tomou. Desde o começo, ainda como interino, digo sempre que aguardo respeitosamente a decisão do Senado Federal. Se o Senado tomou essa decisão, certa, errada, não importa, o Senado tomou a decisão”, disse nesta sexta-feira (02).

Questionado se estava informado da operação que rachou sua base e sua avaliação sobre ela, Temer disse estar acostumado, na vida pública, a “acompanhar permanentemente esses pequenos embaraços, que logo são superados em seguida”. “Ontem mesmo, antes de sair de lá, falei com os companheiros do PMDB, PSDB, DEM, e essa questão toda será superada.”

O presidente disse ainda acreditar que o episódio não vai prejudicar sua mensagem de que os problemas terminaram. “Essas coisas dependem de um certo tempo. A mensagem que eu lanço de reunificação, repacificação nacional, não é em benefício pessoal, é em benefício dos brasileiros. E sinto que os brasileiros querem isso.”

Junto com Temer, chegou para a visita à China, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan também disse que não houve manobra. Mas deu outro nome: “Não foi manobra. É o regimento. Nada nos obriga a conversar sobre o regimento com as pessoas. Elas precisam ficar atentas aos desdobramentos do regimento. Não há ligação direta entre cassação do presidente e inabilitação. São questões distintas”, disse.

Temer chegou a Xangai por volta das 9h locais desta sexta-feira e seguiu para um hotel na cidade, onde teve um primeiro encontro com empresários e representantes de entidades brasileiros. Entre eles, estavam Monsanto, Embraer, Vale, Abrinq e CNT.

Com o presidente, chegaram à China os ministros José Serra (Itamaraty) e Henrique Meirelles (Fazenda). Já estavam no país os ministros Blairo Maggi (Agricultura) e Maurício Quintella (Transportes). Todos vão participar de um seminário com empresários brasileiros e chineses ainda nesta sexta. O governo Temer tenta vender a imagem de país seguro e estável, passado o processo do impeachment. Temer também participará da reunião do G20 no país asiático. (Folhapress)

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