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Brasil Encontro entre a Anvisa e o laboratório da vacina russa Sputnik V acaba sem pedido de uso emergencial

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Ministério da Saúde mostrou interesse em comprar 10 milhões de doses da vacina russa. (Foto: Fundo de Investimento Direto da Rússia)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniu nesta quinta-feira (21) com representantes da União Química, laboratório brasileiro que participa do consórcio envolvido na produção da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

De acordo com a Agência, o grupo à frente da vacina russa ainda não entrou com o pedido de autorização emergencial. As organizações participantes do consórcio já divulgaram a intenção de entrar com a solicitação.

Mas, acrescenta a nota da Anvisa, o laboratório demonstrou interesse em apresentar a solicitação, o que colocaria a possibilidade real de uma terceira vacina ser oferecida no País. Atualmente a Anvisa já forneceu a autorização para uso emergencial para as vacinas da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e do Instituto Butantan/Sinovac.

A Anvisa informou que a União Química também não apresentou novos documentos. No último domingo (17), a agência havia recusado o envio de material do consórcio apontando a insuficiência do cumprimento de requisitos.

O Fundo de Investimento Direto Russo, integrantes do consórcio da Sputnik V, emitiu nota na segunda-feira (18) rebatendo as informações de que teria havido uma recusa e afirmando que se tratou apenas da solicitação de informações adicionais.

Uma nova reunião deverá ser marcada entre a Anvisa e os representantes da vacina russa para avançar na discussão sobre o pedido de autorização para uso em caráter emergencial no Brasil. Mas a agência não adiantou data.

De acordo com o diretor de Negócios da União Química, a ideia é conseguir autorização para importação de 10 milhões de doses prontas da Sputnik V. “O que queremos hoje, da Anvisa, é a aprovação emergencial para trazer 10 milhões de doses prontas da Rússia, a fim de atender rapidamente o mercado brasileiro diante dessa falta de vacina”, pontuou Rosso.

Caso não haja liberação por parte da Anvisa, a União Química já negocia a exportação das produções nacionais para países da América do Sul que já aprovaram o uso emergencial da Sputnik V. Neste contexto, seriam beneficiados países com Argentina, Paraguai, Bolívia e Venezuela.

Hungria

A Hungria deu aprovação inicial a duas vacinas para a covid-19: a Sputnik V e a vacina de Oxford. O país é o primeiro da União Europeia a conceder ambas as aprovações.

Os avais foram confirmados nesta quinta pelo chefe de gabinete do premiê húngaro, Gergely Gulyás, segundo a agência de notícias Reuters.

Se forem usadas, a Hungria terá quatro vacinas autorizadas contra a covid-19: a da Pfizer, que começou a ser aplicada em 26 de dezembro; a da Moderna, aprovada no início deste mês, e as duas aprovadas agora.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ainda não autorizou o uso da Sputnik V no bloco europeu; na quarta (20), a Rússia pediu o registro da vacina na União Europeia, segundo a Reuters. Uma decisão da EMA sobre a vacina de Oxford é aguardada para 29 de janeiro.

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