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Saúde Entenda como o tabagismo afeta a pele, os cabelos e o sistema vascular

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Pelo menos 50 enfermidades estão relacionadas ao tabagismo. (Foto: Reprodução)

Há algum tempo os médicos já sabem dos danos que o hábito de fumar causa à nossa saúde; pelo menos 50 enfermidades estão relacionadas ao tabagismo, e os problemas vão desde os mais variados tipos de câncer, passando por doenças sérias no aparelho respiratório, problemas cardiovasculares, disfunções no sistema digestivo, impotência sexual e infertilidade.

Além das doenças graves, o cigarro também prejudica a aparência. Ele contribui para o envelhecimento precoce da pele, perda de colágeno e deixa os fios dos cabelos opacos e sem vida, entre outros problemas. Por isso, dermatologistas e especialistas em saúde e bem-estar fazem um alerta: o melhor é tentar parar de fumar e abandonar o vício.

Como recuperar a pele

O médico dermatologista e especialista em tratamentos com tecnologia a laser, Dr. Fernando Macedo, explica que o cigarro possui uma série de substâncias que provocam a produção de radicais livres que vão envelhecer a pele e o bom funcionamento dela.

“A pele de um fumante vai ficando irregular, principalmente, pela perda de colágeno e fibras elásticas. Aparecem rugas e linhas de expressão em todo o rosto, em especial ao redor dos olhos e da boca. A coloração opaca e acinzentada é tradicional da pele de quem fuma, e os poros vão ficando mais dilatados e, eventualmente, com cravos muito evidentes”.

Segundo o especialista, para recuperar e cuidar da pele do rosto de quem fumou por muito tempo, a primeira coisa é iniciar um tratamento clínico com substâncias de rejuvenescimento como o ácido retinoico e a vitamina C. ‘Mas os procedimentos que têm um melhor resultado são feitos por meio de lasers que promovem o aumento do colágeno e das fibras elásticas da pele de dentro para fora, melhorando consideravelmente os sinais de envelhecimento provocado pelo fumo’, explica o médico.

Entre essas tecnologias estão o laser Fotona, o laser Liftera, a luz intensa pulsada e os lasers do tipo Q-Switched, que, além do estímulo de colágeno, servem para melhorar a coloração da pele. “E, claro, podemos complementar essas tecnologias com a aplicação da toxina botulínica para minimizar as rugas de expressão e, eventualmente, o preenchimento em áreas onde houve um afinamento da pele”, pontua o dermatologista, ressaltando, também, o uso de estimuladores, substâncias injetadas embaixo da pele, para promover uma transformação do tecido de dentro para fora.

Como o tabagismo afeta os seus cabelos

E se a pele sofre muito com o tabagismo, os cabelos também são outra parte do corpo que se tornam profundamente frágeis. De acordo com a médica tricologista, Dra. Luciana Passoni, o fumo pode provocar a queda acentuada dos cabelos.

“Ao longo dos anos, as substâncias tóxicas do cigarro, como a nicotina, enfraquecem as mechas e levam a uma degeneração dos folículos capilares que abastecem as extremidades do corpo, como no caso do couro cabeludo. O fluxo sanguíneo é prejudicado pelo acúmulo de nicotina que se aloja nas paredes das veias, reduzindo a circulação. O fumo impede que nutrientes importantes cheguem até a raiz”, explica a médica tricologista.

Ela ressalta, ainda, que a temperatura do cigarro também contribui para o envelhecimento precoce dos fios, deixando o cabelo com aspecto opaco, ressecado e favorecendo o surgimento de pontas duplas. “Por mais que o fumante ativo cuide dos fios, eles nunca terão o mesmo brilho e a mesma força de um cabelo de um não fumante. O cigarro pode causar, ainda, caspa e acelerar a perda de melanina, fazendo com que os cabelos brancos apareçam mais cedo. Além disso, a nicotina pode gerar um aspecto amarelado nos fios mais claros, loiros ou brancos”, pontua a especialista.

Apesar de todos os incontáveis problemas provocados pelo cigarro, e diferentemente do que muitas vezes acontece com o organismo, os danos aos cabelos são reversíveis. Largar o vício do fumo e apostar em uma dieta balanceada é o passo inicial para ter um cabelo saudável e cheio de vida. Isso porque o crescimento dos fios acontece de forma bastante rápida, chegando a ser de cerca de um centímetro por mês.

Como o tabagismo afeta o sistema vascular

“O fumo causa infinitas complicações nas artérias, como aterosclerose e aneurismas. Além de problemas nas veias, em especial varizes e tromboses”, alerta o médico vascular Dr. Gustavo Marcatto.

O tabagismo é um dos mais importantes fatores de risco para o surgimento de varizes nas pernas e pode agravar o quadro levando até à trombose. “O hábito de fumar e as substâncias tóxicas do cigarro alteram consideravelmente as paredes das veias e artérias e isso atrapalha a dinâmica do sistema circulatório, comprometendo todo o funcionamento do organismo”, explica o profissional.

Segundo Dr. Marcatto, algumas lesões provocadas pelo tabagismo acabam tornando-se permanentes. Por isso o fundamental é abandonar o quanto antes o cigarro para prevenir a evolução dos problemas e suas complicações.

Decisão e ajuda no processo

Abandonar o vício em cigarro pode ser difícil. Mas a partir do momento em que o fumante tem a consciência da importância desse processo, ele pode (e deve) procurar ajuda. Atualmente, há profissionais qualificados que podem auxiliar nessa caminhada.

A farmacêutica Aline Sampaio, aconselha que o primeiro passo para parar de fumar é controlar a ansiedade. “O correto e mais indicado é que, durante o processo de abandono do vício, a pessoa procure um médico especializado. Existem no mercado medicamentos que podem auxiliar esse processo e suplementos fitoterápicos para auxiliar na ansiedade. São produtos que ajudam no controle efetivo da ansiedade, estresse, mudança de humor e insônia, sintomas muito comuns nessa fase”, explica a farmacêutica.

Segundo a especialista, a fumaça estimula a produção de radicais livres e estresse oxidativo, que geram um processo chamado glicação. Trata-se de uma reação a excesso de açúcares no corpo. “Este processo inflamatório é responsável pelo amarelecimento da pele e dos dentes, aparecimento de manchas, rugas e marcas de expressão. A glicação gera a quebra da molécula de colágeno e elastina, diminuindo, assim, a produção delas no organismo”, explica.

Para combater e evitar a glicação, Aline informa que existe uma substância chamada Glicoxyl, que é capaz de amenizar os malefícios causados pelo cigarro. “É um derivado da carcinina oral, uma substância antiglicante e desglicante. Esse ativo tecnológico previne e reverte a glicação, neutralizando a caramelização das proteínas responsáveis pela saúde e luminosidade da pele”.

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