Terça-feira, 26 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Envio de armas sofisticadas à Ucrânia dificultará avanço da Rússia na guerra

Compartilhe esta notícia:

Forças de Kiev tentarão recuperar cidades como Mariupol e Kherson. Região, estratégica para a Rússia pelo acesso ao mar de Azov, de onde saem navios cargueiros para o Mar Negro e a África. (Foto: Getty)

O equilíbrio de forças voltou a se mover nos últimos dias em favor dos ucranianos, graças à chegada de armas mais sofisticadas. Esse êxito, por sua vez, reanima as democracias no Ocidente e na Ásia-Pacífico a renovar seu compromisso com a resistência ucraniana à agressão russa.

Na Ucrânia, ao menos 20 ataques usando o Sistema de Foguete de Artilharia de Alta Mobilidade, enviado pelos EUA, destruíram alvos-chave dos russos, como paióis de munição e postos de comando. As ações são parte de contraofensivas sobretudo no sul do país, mas também no leste. À medida que armamentos sofisticados continuarem chegando, os russos terão mais dificuldade de avançar e manter suas posições.

No final de junho um funcionário de alto escalão do Pentágono informou que os Estados Unidos enviariam quatro voos com diversos equipamentos. Dias antes o presidente Joe Biden havia anunciado uma nova ajuda militar de 800 milhões de dólares (R$ 3,7 bilhões) para a Ucrânia.

Foram enviados equipamentos como os canhões M777 Howitzer e a arma antitanque Javelin, que dispara mísseis guiados pelo calor em direção a alvos a até 4 km de distância, podendo ser controlado por uma unidade portátil que não parece muito diferente de um console de videogame — mas pode enviar um projétil de um metro de comprimento direto para a lateral ou o topo de um tanque blindado.

A simples presença das armas fabricadas nos Estados Unidos “causa pânico” entre as tropas russas, afirma o exército ucraniano — que está prestes a receber mais 2 mil delas.

Gás russo

Os europeus se preparam para um inverno com escassez de gás. A Gazprom forneceu para a Europa em junho pouco mais de um terço do gás que entregava no início de 2021. No dia 16 de junho, a estatal russa reduziu em 40% o gás transportado pelo NordStream 1 (NS1).

O corte, segundo a empresa, é temporário, em razão de problemas de manutenção, que são reais. O que não se sabe é se o fornecimento será normalizado, ou se foi um pretexto para estrangular ainda mais a Europa.

Os tanques europeus estão com 60% de sua capacidade de armazenamento de gás preenchida. Há um ano, estavam com 50%. A meta é chegar a novembro com 80%. O eventual fechamento do NS1 pela Rússia pode dificultar o cumprimento dessa meta. O ministro da Economia e vice-chanceler alemão, Robert Habeck, advertiu: “A paz social na Alemanha está sendo desafiada”.

A União Europeia foi o destino de 74% das exportações russas de gás em 2021 e de 47% de petróleo. As exportações de gás representam apenas 2% do PIB russo, em comparação com 10%, no caso do petróleo. A Europa, por sua vez, era bem mais dependente do gás russo – 45% de suas importações – do que do petróleo – 25%.

A logística do petróleo, transportado em navios, é mais simples que a do gás, que requer gasodutos ou usinas de gaseificação. A Rússia conseguiu desviar para a China e a Índia parte do petróleo antes destinado à Europa. É por isso que o ponto focal da pressão de Putin contra a Europa é o gás.

Já para os EUA, o aumento do preço do petróleo é o principal problema. Por isso, o presidente Joe Biden teve de recuar em seu propósito de esfriar as relações com a Arábia Saudita por causa de suas violações aos direitos humanos e ir ao encontro do príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman (MBS). Biden precisa que os sauditas, líderes da Opep, aceitem aumentar a produção de petróleo para reduzir a pressão dos preços.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Putin implementa doutrinação “ao estilo soviético” nas escolas da Rússia
Tiroteio em shopping deixa quatro mortos nos Estados Unidos
Pode te interessar