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Armando Burd Estado no limite

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A ONU calcula que 2 milhões de venezuelanos fugiram desde 2015 em busca de sobrevivência. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Apenas o Plano de Recuperação Fiscal não vai tirar o governo do Rio Grande do Sul do buraco. Será necessária uma consolidada engenharia política. Implica em diálogo, paciência e um pacto até entre os que têm divergências. Se pensarem apenas em dividendos para a eleição seguinte, não haverá corda suficiente para voltar à superfície.

Gangorra

A partir de 2019, o centro vai se enfraquecer e os extremos crescerão no Congresso Nacional. Resta conferir onde ficarão os caricatos, os burlescos e os sagazes.

Conhecem os problemas

Os novos deputados federais e senadores não podem mais empurrar com a barriga problemas que se acumulam: a pesada carga tributária, a falta de infraestrutura adequada, a burocracia assustadora e o aumento de gastos públicos com pouca eficácia.

Vai levando

O PSB aprende com o MDB: não está sabendo ser oposição. Ainda integra o governo Sartori e aceita ofertas para ocupar cargos na gestão de Eduardo Leite.

Difícil

A deputada estadual reeleita Any Ortiz tem pedido apoio do futuro governo para presidir a Assembleia Legislativa. A única representante do PPS foi a terceira mais votada em outubro, mas partidos com bancadas maiores estão na fila e têm preferência.

Diagnóstico infalível

A descoberta de escândalos, misturando dinheiro público e privado, deixou uma lição: onde a transparência é mínima, a suspeição deve se tornar máxima.

Tática errada

O Brasil, há quase três séculos, era mero fornecedor de riquezas naturais e minerais para Portugal, recebendo em troca poucos bens de valor agregado.

Hoje, não mudou muito. Exportamos, sobretudo para a China, produtos essenciais como petróleo, ferro e soja. Importamos montoeira de quinquilharias, pagando preços de produtos de alto valor agregado.

Não adianta

Muitos perguntam o motivo pelo qual o Brasil não exporta produtos de maior valor agregado, como eletrônicos, automóveis, computadores e softwares. É visível: os preços não conseguem competir no mercado mundial, a começar pela alta tributação.

Em protesto

Consta que Diógenes vagava pelas ruas de Atenas, na antiga Grécia, com uma lanterna procurando a verdade. Se fizesse o mesmo em Porto Alegre, apagaria para economizar, diante dos aumentos frequentes da CEEE.

No alvo

Eleitos começam a preparar discursos de posse. Recorrem a manuais e leem: é preciso sintetizar uma ideia sem botar fora mil palavras.

Sem contestação

O jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, critica a posição do futuro governo brasileiro, que levou ao rompimento do Programa Mais Médicos. Como os jornalistas de oposição fugiram da ilha ou estão presos, fica valendo a versão oficial de quem está há 59 anos no poder.

Calamidade

A situação é tão grave que ocorrerá dias 22 e 23 deste mês, em Quito, a segunda reunião técnica internacional sobre a fuga de venezuelanos de seu país. A primeira foi em setembro.

Mesmo tendo uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela enfrenta taxa de inflação incontrolável e não consegue resolver o abastecimento de remédios e alimentos. Seu ditador tranquiliza, dizendo que “não há problema” e que “está tudo bem”.

Bem para ele e seus protegidos.

Quem duvida?

No para choque de um caminhão e na boca do povo: O Brasil trabalha e Brasília atrapalha.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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