Sábado, 08 de Agosto de 2020

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Armando Burd Para retomar o rumo

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A avaliação do economista Edmar Bacha, feita em 1994, deverá se modificar. (Foto: Divulgação/Wikipedia)

Se as denúncias de Sérgio Moro resultarem na abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito, os partidos de oposição reencontrarão a bússola perdida desde a derrota na eleição presidencial de 2018. Tem mais: CPI em semestre eleitoral vira palanque com força potencializada.

Efeitos do vírus

Oito em cada dez economistas, não se referindo apenas ao Brasil, afirmam que se passará bom tempo para que voltemos a ouvir falar em explosão de consumo.

Virada dos ventos

Edmar Bacha foi um dos economistas convocados pelo presidente Itamar Franco para a primeira modelagem do Plano Real em 1994. Depois de um mergulho nos dados, criou a expressão Belíndia para designar nosso país. Referia-se à convivência em um mesmo espaço territorial de uma Bélgica, muito rica, cercada por um punhado de Índias pobres.

Analistas acreditam que, consequência da pandemia, a parcela identificada como Bélgica vai diminuir bastante.

Na trincheira

A Fundação Oswaldo Cruz, órgão do Ministério da Saúde dedicada à pesquisa científica, em maio completará 120 anos, trocando comemorações por trabalho incessante contra um inimigo invisível.

Entrou na História

O médico Oswaldo Cruz coordenou, no começo do século 20, campanhas de erradicação da febre amarela e da varíola no Rio de Janeiro. Convenceu o presidente da República, Rodrigues Alves, a decretar a vacinação obrigatória e domiciliar, provocando reações. A população achava que a presença domiciliar de vacinadores era invasão da privacidade. O episódio ficou conhecido como Revolta da Vacina.

Deu no site

“Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados adotam o silêncio no embate entre Bolsonaro e Moro.”

Chega de lenha na fogueira.

Resumo de tudo

A Polícia Federal é um órgão de Estado, não de governo.

Travessia difícil

Se houver a confirmação de Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, para comandar a Polícia Federal, será mais um a tentar atravessar o desfiladeiro do Grand Canyon sobre um cabo de aço. A oposição, de todos os lados, provocará ventos fortes.

Em detalhes

O líder do governo, deputado Frederico Antunes, e o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, programaram uma série de tele-encontros, a partir de hoje. O Executivo explicará a todos os integrantes da Assembleia as medidas de enfrentamento do coronavírus e os passos seguintes.

Desculpas furadas

A Petrobras reduzirá o preço médio do diesel nas refinarias em 10 por cento a partir de hoje. Na hora de beneficiar os consumidores dos postos de gasolina, surgem as desculpas: é preciso conferir os estoques, a repercussão nos impostos e as margens de distribuição, além da mistura de biocombustíveis.

Sempre cáustico

Grupo trocava mensagens ontem quando um integrante, para amenizar, citou o que pensava o bem humorado economista e diplomata Roberto Campos: “O Brasil não mudará seu comportamento por argumentos de lógica e eficiência. Poderá, entretanto, ser salvo pela anedota ou falência.”

É um vício

O recesso forçado poderia dar origem a uma pesquisa que revelaria a quota de exotismo de muitos legislativos, começando por Brasília e indo até os menores municípios. Projetos demagógicos costumam congestionar as pautas. Há de tudo: gosto pelo bizarro, vocação para o que não tem importância e o clientelismo. É a busca da notoriedade fácil, capaz de faturar votos na eleição seguinte.

Há 30 anos

O noticiário da última semana de abril de 1990 estava bem mais tranquilo do que agora:

1º) o presidente Fernando Collor entrou na lista dos 50 homens mais bonitos do mundo ao lado dos atores Paul Newman e Tom Cruise. A escolha foi da revista norte-americana People.

2º) O ex-presidente José Sarney apareceu pela primeira vez com os cabelos pintados na festa de comemoração dos seus 60 anos.

De comum entre os dois, planos econômicos fracassados.

Abrem-se as cortinas

Os instrumentos foram afinados no final de semana: começa hoje a apresentação da sinfonia Confusão Brasiliense. Nos bastidores, tentam evitar a entrada do ministro Paulo Guedes em cena.

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