Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2023
Na última quinta-feira (27), promotores dos Estados Unidos anunciaram novas acusações contra Donald Trump no processo sobre os documentos confidenciais encontrados na residência do ex-presidente na Flórida. Segundo os oficiais, o norte-americano e um de seus funcionários tentaram impedir que as imagens das câmeras de segurança da casa fossem vistas pelos investigadores.
O funcionário de Trump, Carlos De Oliveira, também foi acusado.
Um porta-voz do ex-presidente descartou as novas acusações como “nada mais do que uma tentativa desesperada e contínua” do governo Biden de “assediar o presidente Trump e aqueles ao seu redor” e influenciar a corrida presidencial de 2024.
Além disso, o norte-americano foi acusado formalmente de reter intencionalmente um documento secreto com informações sobre planos dos EUA para realizar um ataque ao Irã. De acordo com a acusação, Trump devolveu o documento, marcado como ultrassecreto e não aprovado para exibição a estrangeiros, ao governo federal em 17 de janeiro de 2022.
Isso marca uma mudança notável na abordagem da promotoria ao caso de Trump, acusando-o de reter um documento que alega que o ex-presidente sabia ser altamente sensível depois que ele deixou o cargo – e não apenas por não devolvê-lo ao governo quando solicitado.
No mês passado, Trump se declarou inocente das acusações federais de reter ilegalmente os documentos confidenciais do governo depois de deixar o cargo em 2021 e obstruir a justiça. Os promotores o acusaram de arriscar alguns dos segredos de segurança nacional mais sensíveis dos EUA.
Outro assessor de Trump, Walt Nauta, também se declarou inocente no início deste mês das acusações de ter ajudado o ex-presidente a esconder esses documentos.
Ex-advogado
Em outra frente, o ex-advogado de Donald Trump e ex-prefeito de Nova York (EUA) Rudy Giuliani – ou Rudolph – admitiu que fez acusações falsas contra funcionários do sistema eleitoral do Estado da Georgia, ao acusá-los de fraude.
Os ataques feitos por Giuliani fizeram parte da ofensiva do ex-presidente Trump, em 2020, a fim de reverter os resultados da eleição presidencial daquele ano, que teve o democrata Joe Biden como vencedor.
Em 2020, Giuliani acusou Ruby Freeman e Shaye Moss de trabalharem para afetar a campanha de Trump na contagem de votos para a eleição presidencial na Geórgia.
Apesar de ter admitido que mentiu na acusação, Giuliani diz que as alegações de fraude nas eleições são protegidas pelo princípio da liberdade de expressão e que as declarações feitas por ele não afetaram Freeman e Moss.
No documento enviado para a Justiça americana contendo a admissão de Giuliani, a equipe legal do ex-advogado de Trump disse que ele sempre soube da lisura da atuação de Moss e Freeman e que as acusações eram falsas “desde o início”, segundo documento obtido pela CNN. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Valor Econômico.
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