Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2018
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, no Paraná, no âmbito da Operação Lava-Jato, publicou uma breve mensagem em vídeo em sua conta no Twitter, convocando a população para votar neste domingo.
Na mensagem, Lula afirmou ser importante votar “por algumas razões”. “Eu nem vou dizer da cassação ao Lula, da perseguição ao Lula, por que eu estou acostumado a isso desde que comecei no movimento sindical”, afirma o ex-presidente. “Eu queria falar com você, falar com o seu coração, com a sua alma, para defender o legado do partido que mais fez política social nesse País.”
O ex-presidente ainda diz no vídeo que é preciso levantar a cabeça. “Pode ter igual, mas nesse País não tem ninguém melhor do que nós”.
Na sexta-feira, o ex-presidente já havia endereçado uma mensagem aos seus eleitores através de um bilhete publicado em seu site oficial, onde ele pede o voto em Fernando Haddad, o candidato do PT.
Seis meses de prisão
Neste domingo, o ex-presidente Lula completa seis meses de prisão na Superintendência da PF. Lula se entregou à PF em 7 de abril, um dia após o prazo dado pelo juiz federal Sergio Moro, que ordenou o início da execução de sua pena no processo do tríplex.
Na ocasião, o ex-presidente já era anunciado como pré-candidato do PT ao Planalto, mesmo estando inelegível desde janeiro em razão da Lei da Ficha Limpa. Como Lula foi condenado por órgão colegiado – caso da 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele não poderia disputar a eleição.
Apesar do impedimento iminente, que foi confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 1º de setembro, Lula se mostrava como uma das principais forças na corrida pela Presidência. Nas últimas pesquisas em que teve seu nome consultado pelos institutos, o ex-presidente chegou a atingir a marca de 39% das intenções de voto.
Nesses seis meses em que está preso, Lula recebeu dezenas de políticos. A situação, inclusive, fez a força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava-Jato considerar que Lula havia transformado a sede da PF em um “comitê de campanha”.
Entre os visitantes mais comuns estava Fernando Haddad (PT), que foi coordenador de seu programa de governo e, depois, seu candidato a vice na chapa presidencial. Desde 11 de setembro, Haddad é o candidato oficial do PT ao Palácio do Planalto.
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