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Porto Alegre Exames da Fiocruz confirmam a morte de um bugio em Porto Alegre por causa da febre amarela

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O óbito do animal ocorreu em fevereiro

Foto: Sérgio Louruz/PMPA
Animal não transmite a doença e deve ser preservado. (Foto: Arquivo/PMPA)

Realizados a pedido da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, exames laboratoriais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro confirmaram que a febre amarela causou a morte de um bugio em terreno baldio no bairro Lageado, Zona Sul da capital gaúcha. Segundo a prefeitura, o macaco havia sido encontrado já sem vida no local, em fevereiro.

A febre amarela é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes que habitam áreas silvestres – presentes em diversas regiões da cidade, principalmente nas zonas Sul e Leste. Trata-se de uma doença viral com alta letalidade, mas que pode ser prevenida por meio de vacina e de outras medidas sanitárias. O homem e outros primatas são afetados pela doença.

Sentinela involuntária

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) já emitiu nota informativa, no final da semana passada, ressaltando o fato de que a epizootia (morte ou adoecimento entre espécimes da população animal) em bugios é elemento indicador da circulação do vírus nas matas, inclusive em áreas próximas aos espaços urbanos.

Isso significa que o bugio funciona como uma espécie de sentinela involuntária, apontando a necessidade de verificação da situação vacinal da população local, pois há risco de transmissão caso o vetor (mosquito) esteja em circulação na região do óbito.

“Somente esses insetos são vetores da febre amarela para os humanos”, ressalta a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Essa mensagem serve inclusive de reforço à recomendação de que os bugios encontrados na região (a espécie  mais comum é a Alouatta guariba clamitans) não sejam capturados, maltratados ou mortos por moradores de áreas onde haja a sua presença – até porque isso pode configurar crime ambiental. Em caso de dúvida, deve ser acionada a prefeitura.

Na última sexta-feira (9), a Vigilância em Saúde de Porto Alegre também emitiu alerta às autoridades do setor, confirmando o caso de epizootia. “A intenção é lembrar aos profissionais de saúde o risco de transmissão viral na cidade”, explica o diretor da Vigilância, Fernando Ritter.

Confirmação de casos

O Rio Grande do Sul não registrava a presença do vírus causador da febre amarela desde 2009. Em janeiro passado, foi confirmado um caso no município de Pinhal da Serra (próximo à divisa com Santa Catarina) e, desde então, outros 15 municípios gaúchos já tiveram confirmação da presença do vírus.

Porto Alegre já é considerada área de vacinação para febre amarela em todo o seu território. Com a confirmação da doença no bugio, é importante que os moradores da cidade verifiquem a carteira de imunização e completem o esquema vacinal de acordo com a faixa etária. O serviço está disponível nos postos de saúde da capital gaúcha.

(Marcello Campos)

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