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Economia Exportações do agronegócio sobem 20,9% no primeiro semestre

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Impulsionada por compras da China, soja é principal destaque.

Foto: José Medeiros/Sudeco
Impulsionada por compras da China, soja é principal destaque. (Foto: José Medeiros/Sudeco)

A alta no preço das commodities (bens primários com cotação internacional) fez as exportações do agronegócio aumentar 20,9% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado, divulgou nesta sexta-feira (23) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em valores, as vendas subiram de US$ 50,9 bilhões para US$ 61,5 bilhões.

O principal destaque foi a soja, cujo valor exportado aumentou 25,3% nos seis primeiros meses do ano. O crescimento foi motivado pelo preço, que aumentou 27%. O volume exportado caiu 2,2% de janeiro a junho.

Outro produto que impulsionou as exportações do agronegócio foi a carne (bovina, suína e de frango). O valor exportado aumentou 25,3% no primeiro semestre, com a quantidade subindo 17,3%.

Com 39% do valor exportado, a China continua o principal destino das vendas do agronegócio brasileiro. Em seguida, vêm União Europeia (14,5%) e Estados Unidos (6,4%). Em relação ao primeiro semestre de 2020, os três mercados aumentaram as compras do agronegócio, com alta de 20,1% para a China, 16,5% para a União Europeia e 30,2% para os Estados Unidos.

Segundo o Ipea, a alta do preço das commodities agrícolas observada desde o segundo semestre do ano passado aumentou a atratividade para os exportadores. No entanto, os preços internacionais ainda estão abaixo das máximas históricas registradas no início da década de 2010.

De acordo com o órgão, o crescimento da demanda da China representa um dos principais fatores para a alta recente do preço das commodities. Apesar das compras pelo país asiático, os estoques domésticos de soja e de milho estão em queda. No caso da soja, nem a produção, nem os estoques internos atendem à demanda dos consumidores chineses.

A alta dos preços internacionais tem pressionado a inflação dos alimentos em todo o planeta. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) alcançou 0,72% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador está no maior nível para o mês desde 2004. Os preços do grupo alimentação e bebidas subiram 0,49%.

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1 Comentário
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Luiz C. A. Machado
24 de julho de 2021 11:24

Ainda tem uns abestados que dizem que o agro polui o meio ambiente. Mas se não é fosse esse segmento, o que o povo iria comer? Não só os brasileiros, mas muita gente mudo a fora, principalmente os chineses pois talvez com o aumento das exportações brasileiras a esse país, seus habitantes parem um pouco de comer carne de rã e outros bichos. Tenho um orgulho imenso de ser oriundo do campo e adepto da frase que diz: “a verdade mais antiga que o campo é a mesa do povo, pois se o campo não roça a cidade não almoça… Leia mais »

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