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Saúde Ferida que não cicatriza na boca pode ser câncer, explica médica

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Doença, que antes tinha uma incidência maior entre homens mais velhos, principalmente por causa do consumo de álcool e cigarro, agora está acometendo homens mais jovens. (Crédito: Reprodução)

Uma nova pesquisa brasileira revela o aumento dos casos de câncer de boca entre os jovens. De acordo com a revisão de estudos coordenada pela médica epidemiologista Maria Paula Curado, a doença, que antes tinha uma incidência maior entre homens mais velhos, principalmente por causa do consumo de álcool e cigarro, agora está acometendo homens mais jovens, com idade entre 30 e 44 anos.
Entre as mulheres, a enfermidade também tem aumentado, especialmente nessa faixa etária. O motivo, segundo especialistas, é a maior exposição ao sexo oral sem proteção. O vírus HPV, transmitido por contato sexual, aumenta o risco de incidência da patologia.

Atenção às lesões.

A otorrinolaringologista Francini Pádua explica que é preciso ficar atento a ferimentos que aparecem na boca. “Se você tem uma lesão na boca que não cicatriza, que está endurecendo, que parece uma afta, deve procurar um médico para o diagnóstico”, alerta a especialista.

Conforme estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer), eram esperados 4.010 casos de câncer na cavidade oral entre mulheres e 11.280 casos entre homens em 2014.

De acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço Luiz Paulo Kowalski, é preciso ficar atento a lesões que durem mais do que duas ou três semanas. Tais ferimentos podem aparecer em qualquer ponto da boca, mas normalmente são observados na língua ou embaixo dela. “As lesões do câncer de boca podem ter aparência de lesões comuns. Por isso, as pessoas acabam achando que são coisas corriqueiras. A diferença é o tempo que elas duram. Todo mundo que já teve uma afta sabe como dói.”

O tratamento é a cirurgia e, para os casos mais avançados, o complemento com quimioterapia ou radioterapia. Podem ainda ser recomendadas as duas coisas. “Conseguimos remover tumores de tamanhos diferentes e fazer reconstruções que trazem uma boa reabilitação funcional e estética. Mas existem avanços que trazem menos efeitos colaterais”, frisa Kowalski. (AG)

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