Domingo, 19 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2026
A nova pesquisa Quaest traz um recado para o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, segundo seus aliados: ele precisa recuperar espaço perdido na direita que não é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro e entre independentes.
Esses últimos se deslocaram para o grupo de indecisos depois da revelação da proximidade entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master.
Entre os “bolsonaristas raízes”, Flávio Bolsonaro mantém forte apoio. Esse grupo não se abala com as revelações das conversas entre o senador e Vorcaro.
Nem mesmo a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro faz esses eleitores pensarem em deixar o barco do indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os interlocutores de Flávio Bolsonaro enxergam os alertas nos eleitores de direita não-bolsonarista e entre independentes. Nesses grupos, a avaliação sobre o senador começa a pesar depois dos últimos acontecimentos.
Os dados da pesquisa mostram, por exemplo, que no cenário de segundo turno Flávio Bolsonaro perdeu apoio na direita não-bolsonarista desde a eclosão da crise Vorcaro e as relações com o senador.
Recortes anteriores
De abril para julho, o apoio foi caindo de 90%, 88%, 82% e, agora, 74%. Ainda é elevado o apoio, mas está em queda.
Entre independentes, Flávio Bolsonaro viu Lula se recuperar, saindo de 26% em abril para 40% agora em julho. Enquanto o senador foi de 33% para 27%. O dado positivo é que, entre bolsonaristas, o apoio de Flávio continua elevado, de 91%.
A equipe de Flávio Bolsonaro analisa, ainda, que a pesquisa mostra que o senador é o único candidato capaz de enfrentar Lula. E isso a Quaest continua a mostrar, indicando que o pré-candidato deve ser o adversário do presidente da República num segundo turno.
Segundo os interlocutores do filho do ex-presidente, há espaço para trabalhar pela volta deste eleitorado. Motivo: ele não foi para outro candidato, mas para o campo dos indecisos.
No cenário de primeiro turno, o percentual de indecisos subiu de 3% em abril para 11% em julho.
Após proibição de ver Bolsonaro, Flávio diz que não se rebaixa para tirano
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (18) durante evento no Espírito Santo que não vai “abaixar cabeça para tirano nenhum”. A fala ocorre no dia seguinte ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), impor novas restrições a Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
O magistrado proibiu Flávio de visitar o pai.
“Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum, eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre quer construir pontes. Eu vou continuar sendo assim, mas entendam que quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser a que todos voltem a cumprir a Constituição”, disse Flávio durante discurso no evento de lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal nesta manhã. Com informações dos portais G1 e CNN.
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