Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Capa – Caderno 1 Foi renovada a permanência da Força Nacional no Rio Grande do Sul por mais 180 dias

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Força Nacional fica até junho de 2018. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A autorização para a continuidade da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) no Rio Grande do Sul foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), na edição desta sexta-feira (29). Os 200 agentes permanecerão no RS por mais 180 dias, a contar de 1º de janeiro de 2018. A equipe enviada pela União vai atuar no policiamento ostensivo de Porto Alegre e na perícia forense, garantindo a preservação da ordem pública.

O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, avaliou positivamente a manutenção da FNSP no Estado. “Desde que chegou a Porto Alegre, a Força Nacional tem contribuído muito no policiamento ostensivo da capital, realizando um trabalho integrado com as forças policiais locais para áreas conflagradas. A permanência pelos próximos seis meses vai auxiliar na manutenção do efetivo na região”, afirmou.

A FNSP chegou a Porto Alegre em 28 de agosto de 2016, dois dias após o governador José Ivo Sartori viajar a Brasília pedindo o reforço federal. Ainda nesse mês, a equipe começou a atuar de forma integrada com a Brigada Militar na Operação Avante.

Renovações pelo País

Além do Rio Grande do Sul, o governo federal prorrogou a presença da Força Nacional em mais três Estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe. As equipes vão permanecer nesses Estados até junho de 2018. Organizada pelo Ministério da Justiça, a Força Nacional é formada por agentes das instituições de segurança dos governos estaduais, como policiais civis e militares, além de bombeiros.

Os integrantes da força recebem treinamento específico e ficam em uma base centralizada em Brasília, denominada Bepe (Batalhão Escola de Pronto Emprego).

Em Aracaju, Natal e Porto Alegre, a permanência da força está sendo prorrogada pela segunda vez. Os agentes contribuem em ações de policiamento nas ruas, na polícia judiciária e em atividades de perícia. Segundo o Ministério da Justiça, a motivação para a manutenção das tropas é o combate a assassinatos e a casos de violência contra a mulher.

Como a presença da Força Nacional nesses locais teria contribuído para a redução de índices de criminalidade, os governadores dessas unidades da Federação solicitaram a permanência dos agentes. O Ministério da Justiça, contudo, não informou o comparativo dos índices.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro apresenta quadro diferente. O Estado recebe o reforço não apenas da Força Nacional, mas também das Forças Armadas. Nesta sexta (29) o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que o apoio do Exército será estendido até o fim do ano que vem. Jungmann justificou a presença de mais agentes no Estado pelo que chamou de “um passo adiante em termos de criticidade de [falta de] segurança, do nível de degradação em nível de violência”.

A ação da Força Nacional será focada em contribuir com as polícias e demais instituições do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e armas e contrabando. O reforço já vem desde maio e ganhou o auxílio da Polícia Rodoviária Federal em agosto.

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