Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

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Mundo Um funcionário da assessoria de imprensa de Angela Merkel é suspeito de espionagem

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Funcionário da chanceler alemã está sob investigação. (Foto: Reprodução/Instagram)

Um funcionário da assessoria de imprensa do governo alemão está sendo investigado por espionagem, confirmou a Procuradoria-Geral da Alemanha. De acordo com o Relatório sobre a Proteção da Constituição relativo a 2019, o Departamento Federal de Polícia Criminal (BKA, na sigla em alemão) tomou “medidas executivas” contra o suspeito em dezembro de 2019.

O procurador-geral Peter Frank confirmou ao jornal “Bild” que o homem, cuja identidade não foi revelada, está sob investigação por suspeita de espionagem. Segundo o jornal, ele era funcionário do serviço de visitantes da assessoria, ocupava uma função de nível intermediário no serviço público e tem origem migratória.

O Departamento de Imprensa do Governo Federal, que é chefiado pelo jornalista Steffen Seibert, porta-voz da chanceler federal Angela Merkel, não quis comentar o caso. “Não falamos sobre investigações em andamento nem sobre assuntos de pessoal”, disse Seibert.

De acordo com o relatório sobre a proteção da Constituição, tanto o serviço interno de inteligência quanto o de espionagem estrangeira do Egito estão ativos na Alemanha. O principal objetivo deles seria adquirir informações sobre os membros da oposição egípcia que vivem na Alemanha, tais como representantes da Irmandade Muçulmana ou membros das comunidades coptas. O relatório acrescenta que os serviços egípcios de inteligência estão tentando recrutar compatriotas que vivem na Alemanha para fins de espionagem.

Extremismo cresceu

O número de crimes e delitos cometidos por extremistas de direita e de esquerda cresceu na Alemanha em 2019, revelou um relatório do Departamento Federal de Proteção da Constituição apresentadoem Berlim pelo presidente desse serviço secreto interno, Thomas Haldenwang, e pelo ministro do Interior, Horst Seehofer.

No ano que passou, o serviço secreto registrou 21.290 crimes com motivações de extrema direita, um aumento de cerca de 10% em relação ao ano anterior. Além disso foram registrados 6.449 crimes cometidos pela extrema esquerda, um aumento de cerca de 40%.

Esses números incluem todo tipo de crime e delito, como propaganda ou destruição de cartazes eleitorais. Os crimes violentos, porém, diminuíram nos dois espectros: entre os extremistas de direita foram 15% menos, entre os extremistas de esquerda, cerca de 10%.

Já os crimes violentos com motivação antissemita aumentaram em 17%, o que, segundo o relatório, mostra mais uma vez os riscos do porte de armas por extremistas de direita, como os Reichsbürger (cidadãos do Reich, que não reconhecem a existência da República Federal da Alemanha).

“Antissemitismo, xenofobia e islamofobia foram também em 2019 focos da agitação de extrema direita”, disse Seehofer. Segundo ele, o extremismo de direita, o antissemitismo e o racismo continuam sendo a maior ameaça à segurança interna na Alemanha. O relatório menciona os atentados de extrema direita que resultaram na morte do prefeito de Kassel, Walter Lübcke, e de duas pessoas num ataque a uma sinagoga em Halle, no leste da Alemanha.

A cena de extrema direita na Alemanha incluía cerca de 32 mil pessoas em 2019, afirma o relatório, das quais 13 mil são considerados dispostos a cometer atos violentos. Isso são 300 a mais do que no ano anterior.

Esta é a primeira vez que o partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) é mencionado no relatório, já que a chamada Flügel, uma ala do partido hoje oficialmente extinta, é monitorada pelo serviço secreto. Ela engloba cerca de 7 mil membros da AfD, ou 20% do total. A inclusão dessas 7 mil pessoas na relação de extremistas de direita é a principal explicação para o número total desses extremistas no país ter passado de 24,1 mil para 32 mil em apenas um ano.

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