Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Gabinete de Guerra de Israel defende responder ataque do Irã; dúvida é sobre como e quando

Compartilhe esta notícia:

Gantz diz que Israel construirá uma coalizão regional para enfrentar a ameaça iraniana. (Foto: Getty)

Israel suspendeu a reunião do Gabinete de guerra sem uma decisão definida sobre como o país responderá ao ataque do Irã, após horas de discussão na tarde desse domingo (14). Segundo uma autoridade israelense que preferiu não se identificar, o Gabinete está determinado a retaliar contra a ofensiva iraniana de sábado (13), mas ainda não decidiu sobre o momento e o âmbito, completando que as Forças Armadas de Israel receberam a tarefa de elaborar opções adicionais para uma resposta.

O Gabinete de Guerra é composto pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant e por Benny Gantz, ex-comandante das Forças Armadas de Israel.

Mais cedo, Gantz, nomeado ministro do Gabinete de guerra israelense, disse que Israel construirá uma coalizão regional e “cobrará um preço do Irã da maneira e no tempo que for certo para nós”.

Separadamente, um alto funcionário do governo Biden teria dito a repórteres que Israel não está procurando uma escalada significativa no confronto com o Irã. “Acredito que Israel deixou claro para nós que não está buscando uma escalada significativa com o Irã. Isso não é o que estão buscando. Eles estão procurando se proteger e se defender”, disse o funcionário do governo americano.

A ofensiva do Irã é uma retaliação ao ataque israelense contra a embaixada iraniana na Síria. Rivais de longa data, Israel e Irã travam um duelo sangrento cuja intensidade varia conforme o momento geopolítico. Teerã é contra a existência de Israel, que, por sua vez, acusa o país inimigo de, movido pelo antissemitismo, financiar grupos terroristas. Com a guerra em Gaza, a situação só piorou.

Repercussão

Os líderes do G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, também realizaram uma reunião virtual para articular uma resposta “diplomática e unida” à situação.

Após o encontro, os líderes do grupo afirmaram condenar o ataque iraniano “sem precedentes” e expressaram “total solidariedade e apoio” a Israel e sua população, reiterando o compromisso em manter a segurança do país.

A Itália, que ocupa a presidência rotativa do Grupo dos Sete, agendou uma reunião virtual com os demais membros do grupo, que, além dos EUA e da Itália, inclui Canadá, França, Alemanha, Inglaterra e Japão.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou na rede social X (antigo Twitter) que o governo italiano “reitera sua condenação dos ataques iranianos contra Israel”.

Os ministros de Relações Exteriores dos países que compõem a União Europeia também foram chamados pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, para um encontro extraordinário para discutir a escalada do conflito.

Ataque inédito

Israel foi alvo de um ataque inédito do Irã. Mais de 300 artefatos, incluindo drones e mísseis, foram lançados contra o país. As Forças de Defesa israelenses afirmaram que conseguiram interceptar 99% dos artefatos lançados. Entretanto, a mídia iraniana disse que mísseis conseguiram furar a proteção israelense.

A agressão iraniana é uma resposta ao bombardeio de Israel à embaixada do país na Síria.

Militares do Irã ameaçaram uma ofensiva ainda maior se Israel contra-atacar. O governo iraniano também disse que pode atingir bases dos Estados Unidos caso Washington apoie uma retaliação israelense.

tags: Mundo

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Esperamos uma condenação do Brasil ao ataque iraniano”, diz embaixador de Israel
No Conselho de Segurança da ONU, Israel pede “todas as sanções” contra o Irã, que afirma ter agido de forma legítima
Pode te interessar