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Economia Gente do governo quer que o Banco Central sinalize queda de juros e não alta

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No MInistério da Fazenda, comandado por Nelson Barbosa, o tema da autonomia do BC no controle da taxa de juros é considerado proibido. Foto: Pedro Ladeira/Folha Imagem

Próximo da primeira reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 19 e 20 deste mês, uma ala do governo Dilma Rousseff elevou a pressão para que o BC (Banco Central) sinalize queda e não alta na taxa de juros.
Segundo assessores da mandatária, uma subida dos juros em janeiro prejudicará as medidas que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, prepara para estimular a retomada do crescimento.

Um auxiliar disse que o Executivo não tem espaço para tomar grandes medidas, mas estuda ações pontuais na área de crédito. Porém, afirmou que se o BC aumentar a Selic (a taxa básica de juros) nem adianta anunciar decisões na área, pois não terão efeito nenhum.

No Palácio do Planalto, assessores afirmaram que a presidenta concordou com a avaliação de que é preciso sinalizar uma queda dos juros para melhorar o ambiente para negócios no País.

Eles ressalvaram, entretanto, que Dilma disse internamente que o BC é autônomo para tomar decisões e que não interferirá nas providências sobre a taxa, que hoje é de 14,25% ao ano. Na Fazenda, o tema é proibido dentro da equipe de Barbosa.

Na quarta-feira, o ministro repetiu que o BC tem liberdade para administrar a política monetária da maneira adequada para controle da inflação. (Folhapress)

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