Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de janeiro de 2016
Próximo da primeira reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 19 e 20 deste mês, uma ala do governo Dilma Rousseff elevou a pressão para que o BC (Banco Central) sinalize queda e não alta na taxa de juros.
Segundo assessores da mandatária, uma subida dos juros em janeiro prejudicará as medidas que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, prepara para estimular a retomada do crescimento.
Um auxiliar disse que o Executivo não tem espaço para tomar grandes medidas, mas estuda ações pontuais na área de crédito. Porém, afirmou que se o BC aumentar a Selic (a taxa básica de juros) nem adianta anunciar decisões na área, pois não terão efeito nenhum.
No Palácio do Planalto, assessores afirmaram que a presidenta concordou com a avaliação de que é preciso sinalizar uma queda dos juros para melhorar o ambiente para negócios no País.
Eles ressalvaram, entretanto, que Dilma disse internamente que o BC é autônomo para tomar decisões e que não interferirá nas providências sobre a taxa, que hoje é de 14,25% ao ano. Na Fazenda, o tema é proibido dentro da equipe de Barbosa.
Na quarta-feira, o ministro repetiu que o BC tem liberdade para administrar a política monetária da maneira adequada para controle da inflação. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.