Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, contrariou Haddad e defendeu indulto a Lula, mas disse respeitar a opção do ex-presidente

Compartilhe esta notícia:

Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad e Emídio de Souza em visita ao presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse não ver “problema nenhum” em uma eventual concessão pelo presidente de indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tirando-o da prisão, mas que respeita a opção de Lula. A declaração, feita em entrevista ao UOL, aconteceu após o candidato do partido ao Planalto, Fernando Haddad, ter afirmado que, caso eleito, não vai tirar Lula da prisão, contrariando o candidato.

A reportagem questionou a senadora se o assunto já era um tema apaziguado dentro do partido. Gleisi, então, afirmou que o “indulto é uma previsão constitucional”. “Eu não veria problema nenhum em o presidente eleito dar indulto ao presidente Lula. Isso aí é absolutamente normal. Mas nós vamos respeitar a decisão do presidente [Lula]. Se ele não quer, nós vamos aceitar. Mas não haveria problema nenhum em fazê-lo”, diz ela.

Lula está preso na Polícia Federal em Curitiba desde abril em razão de sua condenação no processo do triplex. Gleisi, porém, acredita que ele “tem que ser colocado em liberdade o mais cedo possível”.

Ela voltou a indicar que Lula seria alvo de perseguição e citou a situação de outros políticos, como o ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB), que foi preso durante investigação e solto na mesma semana, sem considerar que, no caso de Richa, a prisão não é fruto de condenação após segunda instância. “Por que o Lula está preso?Para não ser candidato a presidente, para não governar de novo esse País. É uma sacanagem isso. Então, eu não veria problema nenhum [no indulto]”.

PT não quer tirar votos de Ciro, diz Gleisi

Gleisi acredita ser possível ampliar a transferência de votos entre Lula e Haddad e projeta um cenário em que Haddad termina o primeiro turno da eleição na liderança.

“A meta é a gente ter esse eleitorado que era do Lula junto com a gente no primeiro turno”, disse Gleisi, que também é candidata a deputada federal pelo Paraná.

A presidente do PT falou no início da noite de segunda-feira (24) na sede do diretório do PT, em São Paulo, cerca de uma hora antes de o Ibope divulgar uma nova pesquisa presidencial em que se apontou um avanço de Haddad de 19% para 22% e a estagnação do atual líder, Jair Bolsonaro (PSL)  em 28%.

Para ela, o objetivo no momento é “fortalecer a candidatura do Haddad, ligando-o sempre ao presidente Lula, e falando com a nossa base social”. Nas últimas pesquisas em que teve seu nome testado, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no Ibope e 39% no Datafolha, Bolsonaro tinha 18% e 19%, respectivamente.

Gleisi diz que o PT não está atrás dos votos de Ciro Gomes (PDT), principal adversário de Haddad na disputa por votos na esquerda. Na última pesquisa, o concorrente apareceu estacionado com 11%. “Os votos que o PT quer são os do povo brasileiro que estavam com o Lula”, comentou, ressaltando que a “transição [de votos] ainda não terminou”.

“Nós temos muita gente que migrou para o branco e o nulo, que ainda está observando o cenário. Teve uma migração forte para o Fernando Haddad, é verdade, tanto que ele cresceu bastante se olhar a curva da pesquisa. Mas tem uma parte considerável que foi para o branco e nulo e está observando”, disse Gleisi.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“O Arquivo Nacional não corre risco de incêndio ou sinistro”, disse o ministro da Justiça
Voto antipetista em Bolsonaro ainda pode mudar na reta final, dizem analistas
Pode te interessar