Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre

Política “Governo ainda tem que mostrar serviço contra corrupção”, diz o ex-ministro Sérgio Moro

Compartilhe esta notícia:

O ex-juiz da Lava-Jato disse ter sido usado no início da atual gestão como atestado de compromisso com a pauta, mas que o governo ainda precisa "mostrar serviço"

Foto: Pedro França/Agência Senado
O ex-juiz da Lava-Jato disse ter sido usado no início da atual gestão como atestado de compromisso com a pauta, mas que o governo ainda precisa "mostrar serviço". (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro ironizou nesta quarta-feira (1º) o governo do presidente Jair Bolsonaro, no que diz respeito ao combate à corrupção. O ex-juiz da Lava-Jato disse ter sido usado no início da atual gestão como atestado de compromisso com a pauta, mas que o governo ainda precisa “mostrar serviço”.

“Espero que minha saída funcione como estímulo ao planalto para avançar nessa pauta porque vai ter que mostrar serviço. Não é só falar ‘sou contra a corrupção, Moro está aqui’, tem que mostrar trabalho”, afirmou o ex-ministro da Justiça, que participou de uma live promovida pelo Instituto Não Aceito Corrupção.

Sérgio Moro pediu demissão do governo em 24 de abril, quando acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter a intenção de interferir politicamente na PF (Polícia Federal). Na manhã daquele mesmo dia, Bolsonaro havia exonerado o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. O tema está sendo analisado em um inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).

Moro disse que práticas erradas cometidas repetidamente acabam normalizando um crime, como no caso do caixa 2, e que quando chegou ao governo acreditava em grandes reformas eleitorais para coibir esses e outros delitos no atual mandato, mas isso não se confirmou.

Afirmou ainda que a aprovação parcial do projeto anticrime trouxe avanços, mas não todos que considerava desejáveis para diminuir as infrações. Para ele, faltou apoio de boa parte do Congresso e do próprio governo federal.

Na entrevista, o ex-ministro colocou o tema que considera ser um dos mais importantes a serem debatidos pelo Congresso, que são as propostas que restabelecem a prisão após condenação em segunda instância no Brasil. Ele classificou como “péssima” a mudança de entendimento do STF, que definiu que o cumprimento da pena deva ocorrer apenas ao final do processo.

Print Friendly, PDF & Email

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Polícia faz buscas na Secretaria de Saúde do Distrito Federal em investigação sobre compra de testes de coronavírus
Ministério Público deflagra operação sobre atuação de facção criminosa no Rio Grande do Sul
Deixe seu comentário
Pode te interessar