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Saúde Governo brasileiro confirma que receberá em maio 4 milhões de doses da vacina do consórcio internacional

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O lote envolve o imunizante produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford

Foto: Reprodução
Entrega das doses feitas com o IFA produzido no Brasil, esperada para agosto, vai ficar apenas para o mês de outubro. (Foto: Divulgação)

O governo brasileiro confirmou neste sábado (17) a comunicação feita por representantes do consórcio internacional de vacinas Covax Facility sobre a disponibilização de 4 milhões de doses ao País em maio. O lote envolve o imunizante produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Em nota conjunta, os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores informam que o Brasil já recebeu em março 1 milhão de doses da mesma fabricante por meio do Covax Facility. O consórcio internacional tem participação brasileira e busca ampliar o acesso à vacina a países com menos recursos.

A informação sobre o novo lote a ser direcionado ao País via cooperação internacional havia sido repassada aos governadores nesta sexta-feira (16) por uma representante da ONU (Organização das Nações Unidas) em fórum com os representantes estaduais para discutir a pandemia no Brasil.

Pelas redes sociais, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou ter sido informado no encontro de um repasse de 4 milhões de doses até o final de abril e mais 4 milhões de doses até o final de maio.

“Fizemos um apelo para uma ajuda humanitária ao Brasil”, afirmou, pelo Twitter, Welligton Dias, governador do Piauí, ao comentar a reunião com a representante da ONU. “A OMS [Organização Mundial da Saúde] reconheceu que estava no seu cronograma e que vai antecipar o envio de 4 milhões de doses e que vai tratar com Índia, Coreia, Espanha Itália, China e quem tiver condições de ajudar.”

Os representantes estaduais aproveitaram o encontro para reforçar a importância de uma cooperação internacional para obtenção da vacina, além de remédios e itens necessários para intubação de pacientes com Covid-19.

O Brasil vive uma das piores fases da pandemia, com uma média semanal de mortes próxima de 3.000 vítimas, em meio ao colapso hospitalar em diversas regiões do País e da falta de medicamentos e insumos.

A Covid-19 já infectou cerca de 14 milhões de pessoas no Brasil e provocou quase 370 mil mortes desde o início da crise sanitária. O número de vacinados com ao menos uma dose da vacina chegou na sexta-feira a 25.777.943 de brasileiros, o equivalente a 12,17% da população total.

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