Quarta-feira, 08 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 27 de março de 2026
A base do governo chega à votação final da CPI do INSS com vantagem numérica para tentar derrubar o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pede, entre outras medidas, a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva.
Levantamento da composição atual da comissão indica maioria governista entre os titulares com direito a voto, embora integrantes do colegiado ressaltem que o placar ainda é tratado como provável e pode sofrer alterações de última hora.
Pelos cálculos a partir da configuração mais recente, governistas e aliados somam maioria tanto no Senado quanto na Câmara, com apoio consolidado de parlamentares do PT, PSD, PCdoB, além de nomes do Centrão. Do outro lado, a oposição reúne integrantes do PL, Novo e Republicanos, além do próprio relator, mas aparece em desvantagem no cenário atual.
No Senado, a base do governo conta com nomes como Randolfe Rodrigues (PT-AP), Humberto Costa (PT-PE), Eliziane Gama (PSD-MA), Rogério Carvalho (PT-SE), Teresa Leitão (PT-PE) e Augusta Brito (PT-CE), além de Jussara Lima (PSD-PI). A oposição tem entre seus principais votos Marcio Bittar (PL-AC), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Na Câmara, a vantagem da base é ainda mais expressiva. Estão alinhados ao governo parlamentares como Orlando Silva (PCdoB-SP), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Dandara (PT-MG), além de representantes de partidos de centro que, neste momento, tendem a votar com o Planalto. A oposição reúne Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e o próprio Gaspar.
A configuração foi definida por trocas recentes promovidas por partidos da base e do Centrão às vésperas da deliberação, em uma movimentação interpretada por integrantes da CPI como tentativa de assegurar maioria contra o parecer do relator. As substituições alteraram a correlação de forças justamente no momento decisivo dos trabalhos.
Mesmo com a vantagem projetada, aliados do governo evitam cravar o resultado e admitem que há incertezas sobre o comportamento de parte dos parlamentares, sobretudo aqueles de partidos com atuação mais pragmática. A oposição, por sua vez, apostava em eventuais dissidências e no peso político do relatório para tentar reverter votos até o momento da votação. As informações são do jornal O Globo.
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