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Economia Governo enviará 2,3 milhões de SMS para quem recebeu auxílio indevidamente

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Governo informou que deve enviar 2,3 milhões de SMSs.

Foto: Agência Brasil
Recursos quitam demandas da gestão anterior. (Foto: Agência Brasil)

O governo federal apostará novamente na estratégia de enviar mensagens SMS para quem recebeu auxílio emergencial de forma indevida e pedir o dinheiro de volta.

Ao todo, 2,38 milhões de mensagens devem ser enviadas, em dois lotes. O governo não informou quanto foi pago a essas pessoas nem quanto espera conseguir de volta com a medida.

Em dezembro, 1,2 milhão de pessoas receberam as mensagens informando que elas deveriam devolver o benefício ou contestar o cancelamento, mas, segundo os dados oficiais, somente 30.370 fizeram a devolução, isto é, 2,4% do público-alvo.

De acordo com o governo, na primeira tentativa, foram recuperados R$ 47 milhões. A expectativa do Poder Executivo era recuperar R$ 1,57 bilhão.

Entre as pessoas que receberam as mensagens em dezembro, estavam cidadãos com renda superior ao limite previsto nas regras do programa; aposentados; beneficiários do INSS; servidores públicos; civis e militares e detentos do regime fechado.

À época, o Ministério da Cidadania não explicou como pessoas que constam na própria folha de pagamentos da União tiveram os cadastros autorizados.

Ministério vê “sucesso” em estratégia

Assim como no envio de SMS em dezembro, a estratégia será implementada por meio de um contrato do Ministério da Economia.

Em ofício encaminhado à pasta, o Ministério da Cidadania diz que “tendo em vista o sucesso da estratégia”, vai enviar mensagens de reforço às pessoas que receberam o primeiro lote de SMS, mas não contestaram nem devolveram o recurso recebido.

Pelo ofício, a pasta também vai notificar um novo grupo de pessoas, cujo recebimento indevido foi identificado depois.

Em nota, o ministério afirmou que o índice de suspeitas de fraudes envolvendo o auxílio emergencial em 2020 foi de 0,44% e que a medida provisória que estabeleceu o novo auxílio para este ano “reforçou como pilares a proteção social e econômica aos mais vulneráveis e o compromisso com a responsabilidade fiscal”.

O ministério afirmou também que já retomou R$ 3,1 bilhões pagos e não-movimentados nas contas, além de ter recuperado R$ 321,2 milhões devolvidos voluntariamente por quase 250 mil beneficiários.

Sobre a estratégia de enviar mensagens SMS em busca da devolução, destacou “que o custo operacional representa 0,14% ao que foi recuperado até o momento.”

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