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Política Governo federal deve manter “fundão eleitoral” em R$ 4,96 bilhões

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Ainda assim, a verba representa um volume de recursos públicos recorde para irrigar campanhas eleitorais

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Ainda assim, a verba representa um volume de recursos públicos recorde para irrigar campanhas eleitorais. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O governo do presidente Jair Bolsonaro deve manter o fundo eleitoral em R$ 4,96 bilhões em 2022, sem pedir um acréscimo para R$ 5,7 bilhões, como cogitado anteriormente, conforme fontes ligadas ao Planalto no Congresso Nacional.

Ainda assim, a verba representa um volume de recursos públicos recorde para irrigar campanhas eleitorais. O chamado “fundão” destinou R$ 1,7 bilhão para a eleição de 2018 e R$ 2 bilhões em 2020 – agora partidos terão mais do que o dobro dos valores da última eleição.

Técnicos que estiveram à frente da elaboração do Orçamento entraram em divergência sobre qual deveria ser o valor final do fundo eleitoral, após o Congresso derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro ao aumento dos recursos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Carlos Bolsonaro

A intenção de profissionalizar o marketing da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro esbarrou no vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ao filho “número dois” é atribuída a estratégia da campanha digital vitoriosa do presidente nas redes sociais em 2018.

Por influência da ala política do governo, no entanto, Bolsonaro avalia e conversa com marqueteiros sugeridos por ministros e por Valdemar Costa Neto, mandachuva do PL. Um dos cotados para assinar os programas do presidente é o publicitário Duda Lima, homem da confiança de Costa Neto.

Mesmo assim, Bolsonaro já deixou claro que Carlos vai manter a comunicação digital sob seu controle. Enquanto políticos do Centrão que participam do núcleo da campanha defendem contratar um marqueteiro do ramo, os bolsonaristas mais ligados à “direita raiz” e o próprio presidente confiam no tino de Carlos, a quem já respondiam os integrantes do grupo conhecido no Palácio do Planalto como “gabinete do ódio”.

Ministros palacianos dão como certo que, mesmo com um profissional de publicidade do agrado de Bolsonaro, o comando da comunicação será compartilhado com Carlos. A ideia é que o vereador continue desempenhando papel central nas redes sociais do presidente, estimulando a guerra virtual para atacar opositores e desafetos do governo.

Bolsonaro tem 43 milhões de seguidores em perfis e contas oficiais no Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, Tik Tok e Telegram. Conta, ainda, com um emaranhado de páginas apoiadoras, batizadas internamente de “satélites”, além de grupos de aplicativos de mensagens no WhatsApp e redes mais recentes adotadas pela direita, e a Bolsonaro TV.

Com frequência, o monitoramento de adversários políticos e empresas do ramo identifica o uso de contas automatizadas pró-Bolsonaro, os robôs, com disparos de mensagens favoráveis ao presidente ou de conteúdo difamatório contra rivais, a partir de países da Ásia ou do Leste Europeu. Essa rede digital chegou a ser alvo de apurações no Supremo Tribunal Federal, na CPMI das Fake News e também no Tribunal Superior Eleitoral.

 

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