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Rio Grande do Sul Governo gaúcho abre temporada de leilões para novas praças de pedágio

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Bolsa de valores realiza nesta quarta-feira o primeiro dos três leilões para conceder 1.131 quilômetros de rodovias do Estado à iniciativa privada. (Foto: Arquivo/O Sul)

A bolsa de valores B3, em São Paulo, realiza nesta quarta-feira (13) o primeiro dos três leilões para conceder à iniciativa privada blocos rodoviários que somam 1,13 mil quilômetros no Rio Grande do Sul. Na primeira fase serão ofertados 271,5 quilômetros do Bloco 3, que inclui estradas da Serra Gaúcha e Vale do Caí, dentre elas as RS 122 e 453.

O governo gaúcho quer usar o leilão como balão de ensaio para identificar eventual necessidade de mudanças nos editais dos dois polos restantes, nas próximas semanas: Bloco 1, com rodovias da Região Metropolitana, Litoral Norte e Região das Hortênsias, e Bloco 2, no Vale do Taquari e Norte gaúcho. O pacote prevê investimentos de R$ 11,1 bilhões em 30 anos e 22 praças de pedágio.

No legislativo, Tiago Simon critica concessões

Embora pertença ao mesmo partido do secretário Estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, que coordenou toda a modelagem do projeto de concessões, o líder do MDB, Tiago Simon, promoveu vários debates na Assembléia Legislativa para alterar alguns pontos da proposta.

O parlamentar critica a pressa e o fato de que “ao todo, serão 27 praças no Rio Grande do Sul a arrecadar em torno de R$ 50 bilhões, com preços extremamente elevados nas tarifas, muitas delas na faixa dos R$ 10”. Ele diz, ainda:

“Todos sabem da importância da melhoria das rodovias no Estado, já que infraestrutura é fator de competitividade econômica e proteção de vidas. No entanto, temos discutido amplamente o assunto com sociedade e governo, mostrando que no atual projeto de concessões de rodovias faltam funcionalidades modernas, como o ‘free flow’, que permite pagar sobre o trecho rodado, garantindo justiça tarifária”.

Simon também mencionou o caso da RS-118 e criticou o pedágio urbano na região Metropolitana da Porto Alegre: “O cidadão acorda para trabalhar e vai pagar pedágio, isso não existe”. Por fim, ressaltou que várias entidades do Estado manifestaram contrariedade, como a Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre (Granpal).

(Flávio Pereira)

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