Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de março de 2019
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O governo já contabiliza 260 votos consolidados em favor do texto da reforma da Previdência, segundo a estimativa revelada ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A notícia não poderia ser melhor, levando-se em conta a relevância da aprovação da reforma para atrair investimentos internacionais e alavancar a economia do País. O governo agora está atrás de outros 48 votos para consolidar a aprovação do projeto de reforma da Previdência no plenário da Câmara. Há uma sinalização boa: outros 100 deputados, segundo o ministro, já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma.
Em sintonia, Onyx costura apoios
Nessa tarefa, a equipe de governo está unida, colocando em segundo plano algumas diferenças de estilo e temperamento. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tem se somado ao esforço de articular apoios no Congresso.
Assalto às futuras gerações?
O ministro Paulo Guedes usa uma expressão que deixa claro o dano que será criado, se o texto sofrer modificações demagógicas que reduzam a expectativa de receita. Guedes usa a frase “reduzir a economia para menos de R$ 1 trilhão em dez anos é ‘assaltar as gerações futuras'”. Assim, fica evidente que qualquer alteração no texto ficará condicionada a compensações. O resto é demagogia irresponsável.
Há uma crise em andamento
É sério o rompimento de um acordo, pelo qual o PP, com 7 deputados, teria direito à posse de um suplente na Assembleia Legislativa, na vaga de um deputado do PTB, que integraria o secretariado estadual. A medida compensaria a perda de uma cadeira na Câmara Federal para o PTB, com a posse do deputado federal Covatti Filho na Secretaria da Agricultura. A resposta do PP poderá ser a renúncia de Covatti Filho ao cargo de secretário e seu retorno à Câmara dos Deputados.
Urbano Schmitt, agora na EGR
Andou bem o governador Eduardo Leite ao convidar o atual presidente da CEEE, Urbano Schmitt, para presidir a Empresa Gaúcha de Rodovias. Schmitt é conhecido como gestor com sensibilidade política, e graças à sua gestão na secretária de gestão da prefeitura de Porto Alegre, o famoso acervo das obras da Copa na capital gaúcha, um emaranhado de promessas na prefeitura de Porto Alegre, não teve um saldo pior. Comparando com a CEEE, Urbano Schmidt vai para o paraíso na EGR.
Fixinha na CESA
Deputado estadual em seis legislaturas, João Fischer, o Fixinha, não conseguiu nova reeleição. Terceiro suplente, tem poucas chances de assumir uma cadeira no legislativo. O governador Eduardo Leite aceitou a indicação do PP, e convidou Fischer para assumir a presidência da CESA, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns. Ali, ele terá de estruturar o acervo da empresa, em processo de extinção.
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