Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Mundo Grandes testes de vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos excluirão gestantes

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Solicitação pode ser feita pela própria trabalhadora pelo site do governo ou pelo aplicativo Meu INSS. (Foto: Reprodução)

As duas primeiras vacinas contra Covid-19 a entrarem em testes de larga escala nos Estados Unidos não serão administradas a gestantes neste ano.

As farmacêuticas Moderna e Pfizer, que formaram uma parceria com a alemã BioNTech, iniciaram nesta semana, separadamente, testes clínicos que usam uma nova tecnologia genética ainda sem comprovação. As duas empresas estão exigindo provas de teste de gravidez negativo e um compromisso com o uso de métodos contraceptivos das mulheres em idade fértil recrutadas para os testes.

As farmacêuticas argumentam que primeiro precisam ter certeza de que as vacinas são seguras e eficientes de maneira mais ampla.

Especialistas em bioética, em vacinas e em saúde materna argumentam há anos que gestantes deveriam ser incluídas no início de testes de vacinas pandêmicas para não terem que esperar até muito depois de uma candidata eficaz surgir. O debate não avançou durante surtos recentes de Ebola e Zika, mas adquiriu nova urgência na era da Covid-19, já que estudos mostram que gestantes correm mais risco de ter quadros graves decorrentes do novo coronavírus.

“É um problema, porque se elas (vacinas) não são testadas na gravidez, depois podem não estar disponíveis ou as pessoas podem não estar confiantes para oferecê-las”, disse a doutora Denise Jamieson, chefe de ginecologia e obstetrícia da Emory Healthcare de Atlanta.

A Johnson & Johnson, que iniciou um teste de segurança de pequena escala de sua vacina contra Covid-19 nesta semana, está usando a mesma tecnologia da vacina contra Ebola, que foi administrada em mil gestantes da República Democrática do Congo. Agora, estudos mais abrangentes desta nova imunização estão em andamento.

No Brasil

O governo de São Paulo anunciou pré-requisitos para os inscritos nos testes da vacina contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac estão desenvolvendo. Os voluntários não podem ter doença associada, fazer terapia crônica ou estarem grávidas. Também é essencial que não tenham sido diagnosticados com Covid-19 antes, porque, em tese, já estariam imunizados, e não participar de nenhum outro estudo.

Serão selecionados 9 mil voluntários para testes em seis Estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Oxford

A vacina da Universidade de Oxford para a Covid-19 preveniu, em macacos, a pneumonia causada pela doença, mostra uma pesquisa que teve publicação antecipada on-line na revista cientifica “Nature”, uma das mais importantes do mundo.

Os resultados preliminares dos testes já haviam sido divulgados há cerca de dois meses e meio, mas a publicação na revista significa que eles foram validados por outros cientistas (passaram pela chamada “revisão por pares”, ou “peer review”, em inglês). Esse passo é necessário para que qualquer estudo científico seja publicado em uma revista.

“Não foram observadas evidências de pneumonia viral nem doença inflamatória imune” nos macacos vacinados, disseram os cientistas.

A imunização com a vacina, tanto em dose única como aplicada com reforço, induziu a produção de anticorpos e resposta imune celular em macacos resos. Não foram observados efeitos colaterais.

Segundo os cientistas, além de ficarem protegidos da pneumonia causada pelo novo coronavírus, os macacos vacinados também tiveram menor carga viral (quantidade de vírus) em amostra retirada dos pulmões e do trato respiratório inferior.

Seis animais foram vacinados com uma dose da vacina, 28 dias antes de serem expostos ao Sars-Cov-2 (o novo coronavírus). Outros seis foram vacinados 56 dias, e, depois, 28 dias antes da exposição ao vírus.

Os anticorpos contra uma parte específica do vírus começaram a aparecer já 14 dias depois de apenas uma dose, e foram “significativamente aumentados com a segunda imunização”, disseram os pesquisadores.

Para os macacos que receberam as duas doses da vacina, o vírus infeccioso (capaz de provocar a infecção pela Covid-19) só foi detectado até um dia depois de o animal ter contato com o vírus. Nos macacos que receberam apenas uma dose, o vírus foi encontrado até 3 dias depois da exposição.

Os cientistas alertaram, entretanto, que a vacina foi capaz de evitar a doença causada pelo novo coronavírus, e não de impedir a transmissão ou a infecção por ele.

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