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Mundo Gravações ligam tenor Plácido Domingo a escândalo sobre tráfico sexual e extorsão

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Áudio mostra um suposto encontro sexual entre o tenor e uma mulher que faz parte da seita, chamada de Mendy.

Foto: Reprodução

Autoridades da Argentina realizaram nesta semana uma megaoperação contra uma quadrilha que usava a Escola de Ioga de Buenos Aires como fachada para o encontro de uma seita que extorquia pessoas e praticava tráfico sexual. Após a prisão de 19 acusados e diversas apreensões, áudios obtidos na investigação ligam o famoso tenor espanhol Plácido Domingo ao grupo.

Encontro com o tenor

Conforme o jornal La Nacion, a série de gravações mostra um suposto encontro sexual entre o tenor e uma mulher que faz parte da seita, chamada de Mendy. Nas conversas, ela interage com o espanhol, com o homem apontado como líder da organização criminosa, Juan Percowicz, e outra pessoa não identificada.

“Que degenerada”

No primeiro áudio, Mendy diz ao homem não identificado: “Plácido disse que poderia vir nos visitar, ou seja, ele vem me visitar. Porque ele foi para casa em Nova York e se lembrou de ontem”. Ela ainda pede que a pessoa organize o encontro e encerra: “Terei que me sacrificar mais uma vez, tenho uma grande vocação para o serviço”.

Na terceira conversa, Mendy fala com Percowicz, o líder da seita: “Ele (Domingo) já me chamou e montou uma operação para eu ficar no hotel sem que os agentes percebam”. Percowicz responde então em tom jocoso: “Que degenerada você é!”. Logo depois Mendy retruca: “Parece que você colaborou um pouco com este produto. Ele está ferrado, Juan. Sinto muito, não desejo nenhum mal para ele, mas é tão maravilhoso nos ver brilhando e voando e ele ferrado. Ele nos contou tudo o que fizeram com ele. Tá animado? Gosto tanto de você”.

Em 2019, Plácido Domingo foi acusado de assediar sexualmente cerca de 20 mulheres nos Estados Unidos. Essas acusações obrigaram-no a abandonar seu cargo de diretor da Ópera de Los Angeles e a cancelar todas as suas representações no país.

Seita prometia cura e se apropriava de bens

Conforme os investigadores, uma das principais fontes de financiamento da organização criminosa era a exploração sexual de alguns de seus “alunos”, A prática era chamada de “Geishado VIP” ou “palomear”, que consistia em enviá-los “para realizar encontros sexuais com pessoas de alto poder econômico para obter dinheiro, proteção e/ou influência”.

Outra forma de financiar a seita era uma espécie de setor de saúde, que incluía a internação de pessoas por vícios, o fornecimento de remédios psiquiátricos e o funcionamento de uma clínica que prometia “cura” para diversos males.

Outro eixo de arrecadação era o “cerimonial”, que se baseava no pagamento mensal de no mínimo US$ 200 para fazer parte da organização. O valor podia chegar até US$ 10 mil, dependendo da pessoa. Em contrapartida, essas pessoas perdiam seus bens, que eram colocados à disposição da organização. Em muitos casos, essas pessoas eram obrigadas a assinar procurações em favor dos associados da seita.

Autoridades apontam que a organização recrutava pessoas desde 2004 e tinha uma estrutura hierárquica da qual participavam aproximadamente 179 pessoas, distribuídas entre diversos escritórios localizados também em Las Vegas, Chicago e Nova York, nos Estados Unidos. Até o momento, além da apreensão de 37 imóveis e 13 carros, a Justiça determinou o congelamento de bens dos acusados.

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