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Brasil Haddad rebateu a propaganda de Alckmin e disse que o PSDB “rompeu a normalidade democrática”

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Haddad é um dos políticos mais próximos a Lula atualmente e cotado para a pasta da Fazenda. (Foto: Ricardo Stuckert)

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (25) que foi o PSDB que rompeu “o pacto democrático”, em 2014, e que espera ver o resultado das eleições deste ano respeitado. Ele deu a declaração ao ser perguntado sobre a propaganda da campanha de Geraldo Alckmin que relaciona o PT ao ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez e disse que são os adversários que precisam responder sobre democracia. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal O Estado de S. Paulo.

“Nós governamos 12 anos em um período de normalidade democrática. Quem rompeu o pacto democrático no Brasil, isso eles próprios reconhecem hoje, foi o PSDB. Quem tem que se explicar em relação a isso não somos nós, nós sempre respeitamos o resultado eleitoral”, disse Haddad ao chegar para uma caminhada em Campinas. “Foi um desrespeito ao povo o que aconteceu, esperamos que não volte a acontecer.”

Na eleição de 2014, o PSDB questionou a vitória da petista Dilma Rousseff sobre o tucano Aécio Neves ao pedir uma auditoria no Tribunal Superior Eleitoral.

Haddad afirmou que tem sido alvo de “fortes ataques” de outros candidatos, mas que vai manter a linha da campanha de não revidar.

“Vamos manter o curso da nossa campanha. Nossa campanha sempre foi propositiva, sem ataques nem pessoais nem partidários. Nós temos recebido ataques fortes de outros candidatos, mas nós não vamos revidar porque eu acho que o Brasil está precisando de outra coisa, de mais diálogo”, disse.

Apesar do posicionamento do candidato, Bolsonaro foi alvo de ataques indiretos de quase todos os políticos que discursaram no ato em Campinas. O candidato a senador Jilmar Tatto (PT), os candidatos a deputado Wagner Freitas (PT) e Gustavo Petta (PC do B) e outros criticaram indiretamente o capitão da reserva. O discurso do próprio Haddad foi interpretado como uma referência ao candidato do PSL. “Nós estamos precisando de rumo e o rumo tem que vir pelo voto. Ditadura, não. Autoritarismo, não. Violência, não. Intolerância, não. Ódio, não”, disse o petista.

Sem vestir a camiseta com a caricatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como estava fazendo desde o começo da campanha nas ruas, Haddad evitou fazer um prognóstico para o segundo turno da eleição e disse que “dez dias, no momento atual, é muito tempo” e que mudanças podem acontecer na disputa.

Após ameaças sofridas pela candidata a vice-presidente Manuela d´Ávila (PCdoB), o presidenciável declarou que não solicitou reforço em sua segurança e que está seguindo o protocolo da Polícia Federal feito a todos os demais candidatos. A situação de Manuela, comentou, está sendo de tratada de forma “específica”.

Ao final, Haddad adotou um tom conciliador no discurso. “Queremos reunir o Brasil mais uma vez em proveito de todos”.

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