Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de julho de 2019
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) voltou a atacar militares nesta semana ao criticar a equipe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, órgão comandado pelo general Augusto Heleno.
Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio da prisão de um militar flagrado com 39 quilos de cocaína em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira) na Espanha. O avião fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro.
“Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?”, escreveu Carlos, em resposta no Instagram a uma página bolsonarista que havia publicado um vídeo que associava militares ao Foro de São Paulo, que reúne partidos de esquerda da América Latina. “Em sua grande maioria podem ser até homens bem intencionados e acredito que sejam, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado”, afirmou o filho do presidente do Brasil.
Após o comentário do vereador ganhar repercussão nas redes sociais – ele próprio o compartilhou no Twitter –, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui qualificação “bastante extremada” e que seus recursos humanos “são preparados da melhor forma possível para promover segurança”.
O comentário sobre o GSI é mais um episódio de atritos públicos entre militares e membros da chamada ala “olavista” do governo – seguidores do escritor Olavo de Carvalho. O próprio escritor faz críticas constantes aos militares do governo Bolsonaro. Outros dois alvos são o vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Alberto Santos Cruz, demitido em junho.
Santos Cruz foi “fritado” publicamente pelo escritor e sua saída é atribuída também aos atritos com Carlos. Em entrevista à revista Época, Santos Cruz criticou o que chamou de “fumaceira danada” provocada por “gente que fica o dia inteiro” no Twitter.
Em abril, o alvo “preferido” de Carlos foi Mourão. Foram quase 20 publicações em menos de dois dias contra o vice-presidente. Ele negava que estivesse apenas “reclamando do vice” no Twitter e dizia que não eram ataques. “São apenas fatos que já aconteceram e gostaria de continuar compartilhando”, escreveu.
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