Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2023
Acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho e as vinícolas só contempla aqueles que foram resgatados dos acampamentos
Foto: ReproduçãoTrabalhadores baianos que relataram estar nas vinícolas do Rio Grande do Sul, mas que fugiram antes da operação que resgatou 207 pessoas que estavam em situação similar ao escravo em Bento Gonçalves, reivindicam o pagamento dos direitos trabalhistas. O acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho e as vinícolas só contempla aqueles que foram resgatados dos acampamentos.
Eles têm provas como carteira assinada, passagem aérea e até mesmo atestado médico na cidade de Bento Gonçalves, mas não foram incluídos no termo de ajustamento de conduta.
“Tive que sair de lá, pegar um ônibus de uma cidade para outra, de outra cidade para outra. Desviando dos caminhos, né? Com medo de ficar até na rodoviária, de ser capturado por eles e eles me fazerem alguma coisa”, disse um dos trabalhadores.
Porto Alegre
Já outro trabalhador, conta que precisou fugir e chegou à rodoviária de Bento Gonçalves através de um carro de aplicativo.
“Da rodoviária de Bento [Gonçalves], tive que pegar um ônibus pra Porto Alegre. De Porto Alegre, paguei duas viagens de avião. Minha família se endividou pagando passagem. Estão dizendo que não têm vínculo comigo, que eu não trabalhei. Estão dizendo que eu não tenho direito a receber verbas rescisórias, os danos morais, que a gente não vai ser incluído”, contou o outro.
Em nota, o Ministério Público do Trabalho disse que os auditores-fiscais do trabalho estão analisando os casos individualmente. Como os trabalhadores não foram encontrados no local, é preciso apurar se, de fato, houve a relação de trabalho e se foram submetidos às mesmas condições verificadas com relação aos que foram resgatados.
O advogado que representa os dois trabalhadores está em busca de um acordo para a dupla e chamou a medida de celetista.
“Ao invés de contemplar todos os trabalhadores, o acordo se restringiu a 207 trabalhadores. O número é o dobro ou o triplo. É um absurdo que um acordo seja feito, contemplado, e o trabalhador que foi registrado juridicamente, que tenha sua carteira assinada, não tenha sido inserido nesse acordo trabalhista”, disse o advogado Gustavo Soares.
Enquanto aguardam, os dois trabalhadores acumulam dívidas, carregam os traumas e esperam ser indenizados.
“Fiquei 15 dias passando praticamente fome. Vomitando. Fiquei doente três vezes. Não tinha lençol pra se enrolar, não tinha nada. A gente era acordado 4h para trabalhar. Quatro horas da manhã e só chegava praticamente 22h. Em casa, quando chegava, não tinha mais nada para comer. Não tinha mais janta feita. A gente tinha que dormir com fome para trabalhar no outro dia 4h em um parreiral de uva”, relembrou uma das vítimas.
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Se trabalhar, cedo.
Ou ter q andar, meia hora dentro da vendemia, até local do lavaro.
É ser escravo.
Qui, Itália todos somos escravos.
Tem que ver bem, os fatos, analisar e ver provas, etc ..antes de julgar e condenar
Esta maria é mais idiota e besta que eu imaginava para,escrever estas merdas, vem morar no RS que verás a realidade, defende teu partido e comunismo sem nunca conhecer as vinícolas e a serra gaúcha, o que teu partido está fazendo foi o que aconteceu em Cuba, Coreia, Venezuela, Argentina, Chile, etc. Quebram as empresas grandes com mentiras de escravidão e depois desapropriam as terras como forma de punição e entregam para reforma agrária,MST, então dona Maria se informe antes de postar merda
Para de dizer besteira. Estas vinícolas são centenárias e empregam milhares de pessoas.
Vamos deixar concluírem o processo e depois opinar.
A única coisa que não entendo é:
Se acordar as 4 e ir dormir as 22, sem comer, estariam pele e osso em uma semana.
Por isso que o negócio é comprar só vinho argentino uruguaio e chileno. São muito melhores que os da serra e não são produzidos com trabalho análogo a escravo. Que esses gringos bozolóides naziamarelos patriotários que vivem a xingar o Estado mas não negam subvenções e subsídios estatais quebrem e sejam vendidos a vinícolas estrangeiras. Os gringos bozolóides não defendem a livre concorrência e a eficiência? Sem a proteção do Estado estariam todas falidas!
Vai virara bagunça, já virou….
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Parece que o RS é o maior explorador de mao de obra no Brasil, nunca falaram da escravidão que são submetidos as pessoas que trabalham nos canaviais, nas fazendas de cacau e coco no nordeste.
Querem criar caso e raiva Nunca falaram da escravidão que são submetidos as pessoas que trabalham nos canaviais, nas fazendas de cacau e coco no nordeste.