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Saúde Indo ao motel, saiba os cuidados a serem tomados

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Apesar de ter causado o fim de seu casamento, a aventura extraconjugal não afetou a produtividade do juiz alvo da reclamação. (Foto: Divulgação)

Se o fim de semana promete, e o clima vai esquentar com uma ida ao motel, é bom ficar atento antes de, digamos, a temperatura subir. Equipamentos como hidromassagem e utensílios como cobertores e toalhas podem estar contaminados com micro-organismos causadores de problemas respiratórios, alergias, micoses de pele e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Por isso, a observação cuidadosa do quarto e algumas precauções básicas são importantes.

“Muita paranoia não dá certo, mas é preciso se divertir com saúde”, diz o médico ortomolecular Gilberto Kocerginsky. Já o especialista em limpeza, o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como o “Doutor Bactéria”, recomenda que os casais não permaneçam no local se notarem a presença de insetos ou sujeira.

“Ligue imediatamente para a recepção, reclame e troque de motel”, indica o “Doutor Bactéria”, lembrando que é melhor levar camisinhas do que depender das que são vendidas no estabelecimento. “Sempre use preservativos de qualidade, mesmo com parceiros constantes”, complementa.

Atenção ao uso da banheira.

Segundo Kocerginsky, é necessário atenção especial com o uso da banheira e da sauna, devido à água e à umidade, que favorecem a proliferação de bactérias e fungos: “Uma gota de sangue contaminado com o vírus da hepatite B consegue infectar toda a hidromassagem”, alerta o médico.

Outra DST que pode ser contraída em motéis mal higienizados é a vaginose bacteriana, infecção que provoca corrimento com odor nas mulheres. A falta de limpeza causa ainda problemas respiratórios. E o contato com superfícies contaminadas pode levar a micoses de pele. Já as alergias podem ser ocasionadas pela exposição a produtos químicos fortes usados pelo estabelecimento na desinfecção do local.

Ansiedade.

De acordo com o terapeuta sexual Arnaldo Risman, muitas pessoas deixam de ir ao motel por acreditarem que o local é contaminado “porque só serve para transar”. “Isso é preconceito. Nos hotéis, os casais também fazem sexo e ninguém fica preocupado com higiene. A paranoia se quebra a partir do momento em que se considera que não há muita diferença entre os dois ambientes. O importante é escolher um lugar limpinho”, analisa. Para quem nunca foi ao motel, o especialista dá algumas dicas: escolher um estabelecimento que ofereça o conforto que o casal quer ter. “Não vá para lá para fazer o que já se faz em casa. Faça diferente, aproveite a sauna, a hidromassagem… O grande segredo é curtir mais o ambiente e, dali, deixar rolar a química sexual.”

Para Risman, achar que a ida ao motel é garantia de bom sexo pode aumentar a ansiedade e colocar tudo a perder: “A expectativa mata a fantasia.” Por isso, o terapeuta sexual defende que os casais não devem marcar uma data para ir ao motel.

Ainda que o combinado seja fazer o programa uma vez por mês, por exemplo, para sair da rotina, o dia não deve ser programado. O ideal é deixar a situação acontecer naturalmente. “Criar expectativas é normal, mas a questão é como as pessoas se sobrecarregam disso. Amarrar uma data para ir ao motel tira a liberdade que o ato sexual dá”, pondera. (AG)

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