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Saúde Infância moderna faz famílias procurarem cada vez mais ajuda dos psicólogos para lidar com as crianças

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Infância oferece um vasto campo de trabalho para psicólogos com boas ideias. Crédito: Reprodução

Cadeirinha de segurança no carro, rede em todas as janelas, pratos coloridos, canais de TV só para eles 24 horas por dia. Se por um lado a infância ficou mais protegida, também se tornou o centro das preocupações dos pais, para o bem e para o mal. Lidar com crianças e adolescentes de hoje, acostumados desde o nascimento a um papel de destaque na casa, é difícil, e cada vez mais famílias têm buscado ajuda profissional – seja para entendê-los, para impor limites ou conseguir deixá-los seguir seu caminho no mundo.
O resultado são consultórios cheios e um vasto campo de trabalho para psicólogos com boas ideias. “Para atender crianças, só é preciso se formar em psicologia. Mas, depois, você tem que ir se aprimorando com cursos”, diz a psicóloga infantil Márcia Lopes.

A prática mais comum no País é em clínicas. No consultório, Márcia lança mão da ludoterapia: técnica que usa jogos e brinquedos para conquistar a criança e fazer com que ela demonstre o seu comportamento no dia a dia. “A brincadeira é um recurso para trazer a criança para um universo em que ela se sinta bem, e assim você encontra as questões dela”, explica.

A maior parte dos pacientes de consultórios de psicologia infantil tem entre 5 e 8 anos e vai encaminhada pela escola. E os colégios costumam ter um profissional da área. “Esses psicólogos observam se as crianças têm alguma dificuldade de aprendizagem ou relacionamento”, explica a psicóloga Cristina Simões.

Há ainda os profissionais que vão às casas dos pacientes, especialmente em casos de mau comportamento, serviço mais comum no exterior. Para o Judiciário, psicólogos infantis fazem laudos em ações de disputa por guarda de crianças. O profissional dá o seu parecer técnico sobre os relacionamentos de parentes com a criança, oferecendo ao juiz um parâmetro para decidir com quem o pequeno deve ficar. Há, ainda, a possibilidade de atuação em unidades socioeducativas para trabalhar com jovens infratores.

O “boom” dos planos de saúde.
Profissionais afirmam que a inclusão da psicologia na lista de cobertura de planos de saúde aumentou muito o número de pacientes. No entanto, isso não se reflete necessariamente em mais dinheiro no bolso. Mesmo assim, um recém-formado consegue receber até 4 mil reais trabalhando em uma clínica. “Minha dica para profissionais que estão começando é não abrir o seu próprio local de atendimento. É importante passar por clínicas e hospitais. Até porque você só pode se credenciar em um plano com cinco anos de experiência”, explica Márcia. “O profissional precisa ter características como a flexibilidade, criatividade, curiosidade, disponibilidade e domínio da linguagem lúdica e da capacidade de brincar. Esta é a melhor forma de acessar o universo emocional das crianças”, aconselha a psicóloga Luciana Aguiar. (AG)

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