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Política Investigadores consideram encerrada a delação premiada de Daniel Vorcaro e não veem espaço para terceira proposta do banqueiro

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Equipes avaliam que a recusa do acordo fechou as tratativas e só seriam abertas após assinatura de novo termo de confidencialidade. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Os investigadores da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) consideram encerradas as negociações de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro e não veem espaço para a apresentação de uma terceira proposta pela defesa do dono do Banco Master.

Após duas tentativas feitas pela defesa, a proposta de delação foi rejeitada nesta semana pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e já havia sido rechaçada antes pela Polícia Federal.

Isso significa que o processo aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da assinatura de um termo de confidencialidade entre os investigadores e a defesa de Vorcaro será encerrado, após a resposta final dos dois órgãos. A lei estabelece que a negociação tem início com a assinatura do termo de confidencialidade e pode ser encerrada caso os órgãos não se interessem pelos assuntos apresentados.

Os investigadores entendem que essa negociação terminou e não pode ter continuidade. A apresentação de uma nova proposta pela defesa de Vorcaro só poderia ser feita com a abertura de um novo processo e a assinatura de um novo termo de confidencialidade, que deve ser negociado a partir do zero.

Mas os investigadores consideram que essa negociação só poderia ser aberta novamente caso surgissem fatos novos e justificativas relevantes, o que não é o caso no momento.

A apresentação de duas propostas consideradas seletivas e insuficientes, porém, deixou abalada a credibilidade de Vorcaro como candidato a delator, inviabilizando o espaço para uma terceira proposta.

Atualmente capitaneada pelo advogado Sérgio Leonardo, a defesa de Vorcaro ainda traça os próximos passos da estratégia.

Interlocutores da defesa afirmam que Vorcaro quer apresentar uma nova proposta de qualquer jeito, mas pode ter dificuldade para discutir os detalhes da sua delação com a defesa caso seja transferido da cela especial da Superintendência da PF em Brasília para um presídio.

O relator do caso, ministro André Mendonça, ainda não decidiu sobre o pedido da PF que pediu a retirada de Vorcaro da superintendência. Essa decisão também deve definir os próximos passos da defesa do banqueiro.

Segundo O Estado de S. Paulo, Vorcaro busca reforços à equipe de defesa para tentar apresentar uma terceira proposta de delação e se defender dentro do processo. Um dos nomes cogitados foi do criminalista Cezar Bitencourt, responsável pela delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda não houve, porém, uma definição sobre esse assunto. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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