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Celebridades Isis Valverde volta à TV após ter tido um filho

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"A gente não pode virar refém da maternidade", diz Isis. (Foto: Reprodução/Instagram)

Em uma tarde chuvosa de novembro, Isis Valverde cruza a sala de uma cobertura na Praia de Botafogo com um vestido de estampa animal print, botas e jaqueta jeans. Sorridente e sem um pingo de maquiagem, ela começa a contar sobre sua nova fase, em dupla jornada. É que após um ano e meio de licença-maternidade (Rael, seu filho, completou 1 ano na última terça-feira), a atriz mineira, de 32 anos, natural de Aiuruoca, volta ao batente no elenco da novela das nove “Amor de mãe”, que estreia amanhã.

“É uma loucura. Quando chega o fim do dia e vejo que trabalhei, malhei, a casa está em ordem e a criança dorme, eu sento no sofá, por volta das 23h30, e penso: ‘Nossa, dei conta de tudo. Eu me sinto muito poderosa'”,  descreve, enquanto mostra elementos que estão espalhados pelas fotos desta reportagem: um colar com o nome do herdeiro, a letra R e brinquedos como uma girafinha (ele ama o bichinho, não por acaso, safári foi o tema escolhido para sua primeira festa de aniversário).

Retomar a intensa rotina de gravações, por mais difícil que seja, era um desejo de Isis, que conversou com os responsáveis pelo folhetim para otimizar o tempo de expediente na emissora.

“Tem mulher que se diz feliz apenas com a maternidade, e eu respeito. Mas a maioria, como eu, quer fazer outras coisas, a exemplo de trabalhar, encontrar uma amiga, e fica se culpando até chegar num lugar em que se torna refém. A maternidade é um adicional, algo a mais para acoplar à rotina, não para mudar tudo o que você vivia antes a ponto de ficar infeliz. É claro que é difícil pra caramba deixar o bebê em casa. Já sofri, chorei, mas, depois de trabalhar meu emocional, consigo enxergar dessa forma. A culpa, aliás, deveria ser isentada do dicionário das mães”, analisa. “Tive uma conversa com a Globo para gravar minhas cenas em sequência, sem ficar muito “buraco”. Eles foram fofos e compreensivos, porque entenderam que quero ficar com meu filho. De resto, é tudo normal. Não tem como abdicar. É meu trabalho, quero atuar.”

Na trama das nove escrita por Manuela Dias e com direção artística de José Luiz Villamarim, Isis será a enfermeira Betina, que sofre com a violência verbal e física do ex-marido Vicente (Rodrigo Garcia), contrariado com a separação.

“O relacionamento abusivo é uma questão muito importante, um assunto intenso, profundo e necessário. É um tema velado, pouca gente fala e expõe, seja por medo ou vergonha. Ao abordá-lo, a intenção não é atacar quem sofre o abuso, mas alertar sobre o tema e mostrar como contorná-lo. Ninguém precisa passar por isso sozinha. Há uma rede de apoio”, esclarece ela, que, para encarnar a personagem, fez laboratório em CTI, UTI e unidades pediátricas, além de conversar com uma juíza responsável por cuidar de casos de agressão à mulher. “Fiz uma imersão. Foi bem intenso. Você passa a entender como é lidar com a possibilidade de morte no dia a dia e como as profissionais enxergam isso. Fiquei apaixonada pelo universo da enfermagem, de doação, de vontade de ajudar ao próximo e de ser prestativo. Betina me trouxe um viés humano que ainda não tinha vivido. Dentro de sua fragilidade, ela exibe uma força de Mulher-Maravilha. É batalhadora e acredita que merece o melhor da vida.”

Para descarregar, Isis recorre a práticas de respiração profunda, ioga e exercícios como corrida e musculação.

“Jogo tudo para o corpo. Isso me ajuda a desacelerar. A energia é densa. Então, é preciso buscar equilíbrio em outro lugar, senão você fica com estafa. Sou viciada em endorfina e a ioga me traz controle interno”, conta a atriz, hiperativa diagnosticada desde a infância, adepta de sessões semanais de análise.

As semelhanças entre a mineira e a personagem são restritas.

“Em comum, temos a determinação em ir atrás do que queremos, e nos desdobramos para alcançar. No mais, temos notas de intensidade bem diferentes”, compara ela, que felizmente jamais se viu na mesma saia justa que a enfermeira. “Graças a Deus, nunca me deparei com ninguém que conseguisse abusar de mim. Uma vez, um namorado falou mais alto comigo e logo cortei a relação.”

Se com o ex-marido Betina vive uma relação abusiva, com Magno (Juliano Cazarré) ela irá se apaixonar. Só que ele é casado com Leila (Arieta Corrêa), paciente em coma no hospital em que a enfermeira trabalha.

“É uma situação delicada. Há muita coisa envolvida ali: uma mulher doente, um marido dedicado, mas que há oito anos vive um relacionamento adormecido. Vai ser uma história bonita de acompanhar.”

Casada com o modelo e empresário André Resende desde junho de 2018, Isis é só elogios ao cônjuge, com quem divide a tarefa de criar Rael.

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