Quarta-feira, 08 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de dezembro de 2018
Israel irá realizar eleições legislativas antecipadas em abril, anunciou nesta segunda-feira (24) a coalizão no poder, uma formação que o premier Binyamin Netanyahu deseja repetir se voltar a ser eleito.
As legislativas estavam programadas para novembro de 2019. A decisão de dissolver o Parlamento foi tomada com o senso de “responsabilidade em termos orçamentários” e pelo interesse da nação, afirmou o porta-voz, em nome de todos os partidos que integram a maioria.
A coalizão no poder tem apenas uma cadeira de maioria no Parlamento, de 120 membros, após a demissão, no mês passado, do ministro da Defesa e chefe do partido ultranacionalista Israel Beiteinu, Avigdor Lieberman.
“A coalizão atual representa o coração da próxima. Pediremos um mandato claro aos eleitores, para continuarmos dirigindo o país com nossa política”, afirmou Netanyahu, em sua primeira reação ao anúncio.
Quando explodiu a crise de segurança com Gaza, que levou à demissão de Lieberman, este último acusou Netanyahu de dar uma amostra de fraqueza ao se recusar a lançar uma operação de grande envergadura contra os radicais islâmicos do Hamas após meses de confrontos.
Netanyahu, no poder há dez anos, é o favorito, segundo as pesquisas, mas tem vários desafios pela frente. Não conseguiu, até agora, que o parlamento votasse uma lei sobre o recrutamento de judeus ultraortodoxos pelo Exército, ao qual se opõem dois partidos religiosos da maioria governamental. A Suprema Corte fixou o prazo de 15 de janeiro para a votação desta lei, cuja aprovação já foi adiada duas vezes.
Netanyahu também corre o risco de ser acusado de corrupção em três casos, após uma recomendação da polícia neste sentido. Ainda que seja acusado, o líder conservador não tem a obrigação legal de renunciar neste momento, apenas se fosse condenado e se todas as suas apelações tivessem sido rejeitadas.
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