Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020

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Cláudio Humberto “Jair do B” reduz a fervura e até isola olavistas

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É mais importante do que parece a mudança de Jair Bolsonaro, evitando crises ou fazer declarações ásperas “na grade”. Seus posts nas redes sociais ganharam redator profissional e textos sóbrios. Pode parecer que ele atendeu ao general e ministro Augusto Heleno (GSI), que tem apelado, como água mole em pedra dura, por uma atitude estadista. Mas o próprio presidente percebeu que só dependia dele botar a bola no chão, reduzir a fervura política e reverter as avaliações negativas.

Temer ajudou

Ao telefone, Michel Temer ponderou a Bolsonaro que declarações diárias “na grade” o prejudicavam: “A fala do presidente pauta o País”, lembrou.

Peso pesado

Após crítica recente de Olavo de Carvalho, Bolsonaro acha que está dispensando de fazer mesuras ao polemista. Sente-se agora “mais leve”.

Paz e amor

O “novo Bolsonaro” faz sucesso entre os que frequentam os corredores do Planalto, que o apelidaram de “Jair do B”.

Humor de volta

A mudança de atitude fez bem ao próprio presidente, que se tem mostrado mais bem-humorado no dia-a-dia do Planalto.

98,6% dos infectados de covid são casos leves

O planeta tem 4,385 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus, mas 98,65% delas tiveram manifestações leves da doença ou estão completamente assintomáticas, segundo o Worldometer. Números superlativos do chamado “jornalismo de funerária” espalham pânico com maior rapidez que o próprio vírus, mas a verdade é que das 11,2 milhões de pessoas que contraíram covid-19, cerca de 6,3 milhões, equivalente a 56% do total, já estão curadas. Mas, infelizmente, 528,3 mil faleceram.

Quadro nacional

No Brasil, o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, diz ver sinais de estabilização. São 534 mil infectados e 98,4% não correm riscos.

Demonstração de força

A taxa de cura, segundo o Worldometer, também mostra que o Brasil está reagindo: era de 85,2% no início de maio e já se aproxima de 94%.

Platô letal

Apesar de estável, a média diária de mortes gira em torno de mil todos os dias desde o início de junho. Não sobe muito, nem recua muito.

Aposta correta

Na escolha do novo ministro da Educação, Bolsonaro ignorou até os aliados. Justiça lhe seja feita, tentou obstinadamente fazer a coisa certa. Pensou ter acertado na escolha de Carlos Decotelli, mas foi enganado. Convenceu-se de que importante é entregar o MEC a um especialista.

Feder a postos

O novo ministro da Educação, Renato Feder, que já está em Brasília, em princípio deve ser anunciado e nomeado nesta segunda (6). Já tem debaixo do braço ideias para por em prática imediatamente.

Fantasia news

Avaliação política infantil, adotada por veículos importantes, sustentou que Bolsonaro “vazou” o nome de Renato Feder na sexta para ver se ele “aguentaria” ficar sob “sereno” neste fim de semana. Quanta bobagem.

Aval importante

Bolsonaro gostou da conversa com Renato Feder, quando o considerou para o cargo. Mas foi o governador do Paraná, Ratinho Júnior, num papo com o presidente, quem melhorou muito o cartaz do virtual ministro.

Lula é Bolsonaro

O ex-presidiário Lula diz que nomeou seis ministros do STF para serem “garantidores” da Constituição. Mas atacou as decisões monocráticas: “O que não pode é você ter apenas um juiz tomando decisão”.

Presidente estilo russo

Questionado sobre a bandeira arco-íris hasteada na embaixada dos EUA em Moscou, Vladmir Putin disse: “Não é grande coisa. Aprovamos lei que proíbe propaganda homossexual entre menores. E daí? Vamos deixar as pessoas crescerem, virar adultos e depois decidam os próprios destinos”.

Câmara (muito) atrasada

A comissão da Câmara que “acompanha” ações contra a pandemia vai finalmente se permitir discutir a volta às aulas. Estados como o DF já definiram até o cronograma e o grupo especial só agora vai discutir.

Preço da gasolina caiu

O preço médio da gasolina comum no Brasil caiu 11% entre junho de 2019 e junho de 2020, segundo levantamento ValeCard. Houve quedas sucessivas entre janeiro e maio deste ano. Aumento só em junho.

Pensando bem…

…o capitão virou pacato cidadão.

PODER SEM PUDOR

Entidades do pau oco

O procurador Marcelo Pastana viveu experiência inusitada, ao mobilizar a Polícia Federal na apreensão de dinheiro para compra de votos em Macapá (AP), na véspera de eleição. O santuário da grana era um terreiro que funcionava numa casa vistosa. Os pais-de-santo tentaram impedir a busca, alegando proibição das “entidades”, enquanto lá dentro queimavam as cédulas. Mas Pastana ainda apreendeu sacos de dinheiro no telhado.

Todos em cana, uma “entidade” exigiu cachaça, mas o procurador negou, lembrando a “lei seca” – era véspera da eleição. Um homem “incorporando” mulher xingou Pastana – que, na dúvida sobre a quem autuar por desacato, preferiu ignorar a agressão. E cair na gargalhada, certamente.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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