Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2016
O baiano João Santana teve a prisão decretada nessa segunda-feira na 23 fase da Operação Lava-Jato, intitulada Acarajé. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam o suposto pagamento de cerca de 7 milhões de dólares pela Odebrecht ao publicitário em contas secretas no exterior. Santana tem negado as acusações de ter valores não declarados no exterior.
Ele foi responsável pelas campanhas vitoriosas da presidenta Dilma Rousseff em 2010 e 2014, e atuou como uma espécie de conselheiro dela durante todo o ano de 2013, sendo chamado de “ministro” nos bastidores. Santana também foi o marqueteiro da campanha de Lula em 2006, quando o ex-presidente venceu o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no segundo turno.
Além da influência no Brasil, onde ajudou a eleger Lula em 2002 – ainda como sócio de Duda Mendonça – e 2006, Santana exerceu um importante papel na eleição de candidatos da esquerda na América Latina. Em 2009, foi o marqueteiro da vitória de Mauricio Funes, em El Salvador, que encerrou 20 anos da hegemonia da direita no país. Em 2012 ajudou a reeleger Hugo Chávez, na Venezuela, e atuou como principal articulador da eleição de Danilo Medina na República Dominicana. Em 2013 Santana contribuiu para a vitória de Nicolás Maduro.
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